Albert Einstein – Quem foi? Biografia e Principais Obras

Albert Einstein nasceu em 14 de março de 1879, em uma pequena cidade chamada Ulm, ao sul da Alemanha. Ele era filho de judeus alemães. Sua mãe gostava de tocar violino e teve Albert com apenas 21 anos. Já seu pai se chamava Hermann e exibia um imenso bigode.

Criança visivelmente lerda, não teve uma infância excepcional, sendo chamado pelos familiares de Bertie. Foi autodidata, prestava pouca atenção em seus professores e tinha “dificuldades de aprendizado” na escola. Quando adulto, foi transformado em figura pública, ganhou um prêmio Nobel e teve atitudes boêmias, além de uma aparência um tanto desleixada, se mostrando sempre excêntrico. Até mesmo já foi convidado para ser presidente de Israel, por ser um judeu muito famoso – convite que acabou recusando.

Infância e juventude de Albert Einstein

Um ano após o nascimento de Albert, a loja que seu pai era dono faliu e então ele e sua família se mudaram para os subúrbios de Munique, morando na casa do tio do garoto.

Mesmo não sendo religioso, seu pai o matriculou em uma escola católica que seguia princípios militares, onde o garoto era o único judeu de sua sala. Isso fez com que ele tivesse certa aversão às autoridades. Em casa, sua mãe lhe ensinou violino, algo que adorava, ao contrário de ir para a escola.

Seu pai era familiarizado com materiais elétricos e seu tio o ajudava na indústria de eletroquímicos, o que fez Einstein viver em um ambiente propicio para descobertas. O pai tentou despertar a curiosidade de Albert para assuntos acadêmicos: um dia, mostrou-lhe uma bússola e então o garoto ficou curioso sobre o movimento da agulha e como uma força invisível (o magnetismo) podia atravessar o espaço.

Já seu tio Jakob começou a ensinar álgebra ao garoto. Logo em seguida, quando tinha 12 anos, passou a receber as visitas de Max Talmey em sua casa, que lhe emprestou diversos livros, mostrando obras de Kant e uma área do conhecimento que seria uma de suas favoritas: a filosofia.

Entrada na escola técnica

Aos 15 anos, Albert foi deixado em um pensionato em Munique, na Alemanha, mas o garoto sofreu um esgotamento nervoso e foi expulso do ginásio. Aos 16 anos, prestou o exame de admissão para Escola Politécnica de Zurique. Foi nessa época que seu pai finalmente permitiu que ele estudasse física e matemática, ao invés de engenharia.

Mesmo sendo uma das melhores escolas técnicas da Europa Central, Einstein quase nunca aparecia as aulas. Porém, o jovem acabou se atraindo pela única mulher da turma: Mileva Maric.

Em 1900, finaliza finalmente seus estudos na Politécnica de Zurique. Suas notas não correspondiam ao seu talento e, ao se inscrever para algumas universidades, acabou sendo recusado por todas.

Vida adulta

Com 21 anos, Einstein estava desempregado e sua mulher estava grávida. Antes do oficial casamento, Albert conseguiu um emprego em um escritório de patentes, mas ainda aos 23 anos era extremamente pobre. Mergulhava em suas pesquisas científicas para fugir da realidade.

Em 1904, teve outro filho, chamado Hans Albert Einstein. Em 1910, teve seu terceiro e último filho: Eduard Einstein.

Teoria da relatividade especial

Em 1905, ele publicou quatro artigos tratando da teoria da relatividade especial que literalmente transformariam a história do mundo. Até o momento, quando analisamos a história científica da luz, percebemos que os cientistas estavam em um empasse, pois a luz parecia ser autocontraditória.

O físico Max Planck percebeu que essa questão estava além da física clássica, e a solução de Einstein era de que deveria ser colocado um fim definitivo na visão clássica da física, no que se diz respeito à luz. A nova teoria de Einstein explicava as anomalias surgidas na física clássica, demonstrando a natureza da luz e a existência dos átomos.

Porém, estava exausto, à beira de um colapso. Pensou em desistir de toda a teoria, mas, no dia seguinte, conseguiu capturar a ideia que procurava, formando a teoria da relatividade especial.

Teoria da relatividade geral

Einstein acabou criando uma teoria que mostrava uma explicação nova para o universo. Uma consequência dessa foi que, à medida que a velocidade se aproxima da velocidade da luz, o tempo se torna mais lento, chegando a zero na velocidade da luz.

Einstein percebeu, então, que era possível incorporar a gravitação à relatividade. Newton havia considerado a gravidade como a força que atraia os objetos uns aos outros. Mas, e se os objetos se movimentassem em um campo gravitacional? A matéria poderia fazer com que o espaço se curvasse. Nasce, enfim, a teoria da relatividade geral.

Em 1913, torna-se diretor de física no instituto Kaiser Wilhelm, em Berlim. Três anos depois, consegue encontrar finalmente um vínculo entre a teoria especial e a teoria geral. O espaço se tornava curvo e o mesmo acontecia com o tempo, que agia como uma quarta dimensão no espaço tempo.

Tempos depois, ele começou a se envolver com outra mulher, uma de suas primas. A situação chegou a ponto de precisar pedir o divórcio a Mileva para, em 1919, casar-se novamente.

Em 1933, Hitler chega ao poder na Alemanha e o então gênio Einstein vai para os Estados Unidos, após ser ameaçado de morte pelos nazistas. Ele também foi tachado de comunista colaborador, por sua posição antinuclear.

Teoria do campo unificado

No final de seus anos de vida, estava trabalhando em uma nova teoria: a teoria do campo unificado. Infelizmente, ela não foi bem aceita e, em 18 de abril de 1955, aos 76 anos, morreu enquanto dormia, ao lado de cálculos inacabados referentes aos seus novos estudos.

Natália Alves

Graduanda em licenciatura e bacharelado em Matemática pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).

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