Desenho – O que é? História, Tipos, Superfícies e Materiais utilizados

Dá-se o nome “desenho” à técnica de se produzir uma composição bidimensional, com base na utilização de algum material, como lápis, caneta ou carvão, em alguma superfície plana. Embora seja frequentemente visto como uma etapa para uma consequente elaboração de uma obra mais complexa, o desenho pode ser, por si só, considerado uma obra de arte.

Confira tudo a respeito do desenho neste artigo que nós, do Gestão Educacional, preparamos!

O que é o desenho?

O desenho, resumidamente, consiste na utilização de pontos, traços e linhas, feitos com lápis, caneta, carvão etc., aplicando-se maior ou menor pressão, para a produção de uma composição bidimensional, ou seja, em duas dimensões, em qualquer superfície que crie atrito com o material utilizado, resultando, assim, em uma figura.

O desenho, porém, difere-se da escrita, por exemplo – que consiste basicamente no mesmo -, por ser considerado uma técnica artística. O resultado do ato de desenhar, portanto, que também recebe o nome de “desenho”, é uma peça de arte — ou uma etapa preliminar para uma obra maior, recebendo, nesse caso, o nome “rascunho”.

Vale observar que o desenho não necessariamente precisa ser pautado em algo material, do mundo exterior. Da mesma forma como é possível utilizar o mundo exterior como inspiração ou modelo para a criação de um desenho, como ao se desenhar uma cadeira, pode-se, também, representar um conceito, um pensamento, uma atitude, uma emoção etc.

E diferente do que muita gente pensa, achando que o desenho é apenas uma etapa, visando uma obra mais elaborada — como o rascunho preliminar para uma pintura, uma escultura ou um projeto arquitetônico, que geralmente resulta na oclusão do rascunho —, o desenho, por si só, já é considerado uma obra de arte.

Convém mencionar que desenho e gravura não são a mesma coisa. A gravura consiste na produção de uma matriz, produzida com determinados tipos de materiais, tais como madeira, cobre, zinco, alumínio etc., por meio do processo de incisão, no qual se risca/grava o material com a ajuda de alguma ferramenta, de modo a criar relevo. Então, aplica-se tinta em determinada parte da matriz, podendo ser tanto no sulco quanto na superfície alta, a depender do intento do artista, para posteriormente se colocar um papel sobre a superfície e fazer pressão, para que a imagem seja transferida para o papel.

Superfícies e materiais utilizados

Embora o papel tenha sido muito mais utilizado para o desenho, desde o século XV, mas mais precisamente a partir do momento em que se tornou muito mais acessível do que outros materiais, tais como tecido, madeira, cerâmica, metais etc., qualquer superfície pode ser utilizada para a produção de um desenho.

Até mesmo os papeis possuem uma larga variedade de tipos, variando especialmente na lisura, na firmeza, na aspereza etc. Tudo isso é levado em consideração na hora de se confeccionar um desenho, a depender especialmente do material utilizado.

Os materiais/ferramentas também variam bastante, indo desde lápis, canetas, pincéis, carvões e gizes até formões, bicos de penas e diamantes.

Principais tipos de desenho

  • Desenho técnico: embora não seja considerado um tipo de arte, o desenho técnico é, sim, um tipo de desenho. É usado especialmente em projetos de arquitetura, engenharia e design, levando-se em consideração a perspectiva, a escala etc.;
  • Retrato: embora retratos sejam mais comuns na pintura, eles também são produzidos por meio de desenhos. As duas poses mais comuns são o perfil (de lado) e o perfil de três quartos (com ¾ do rosto à mostra, escondendo-se uma das orelhas). São exemplos de grandes desenhistas de retrato Pisanello (1395-1455) e Jan van Eyck (1390-1441);
  • Paisagens: os desenhos podem representar, também, apenas uma paisagem. Alguns dos principais nomes do desenho de paisagens são Albrecht Dürer (1471-1528), Albrecht Altdorfer (1480-1538) e Wolf Huber (1485-1553);
  • Natureza morta: embora também seja mais empregado em pinturas, representar natureza morta em desenho também é bastante comum e pode ser considerado um tipo autônomo de desenho. Alguns artistas que produziram desenhos de natureza morta são Jan van Huysum (1682-1749), Odilon Redon (1840-1916) e Emil Nolde (1867-1956);
  • Desenhos fantasiosos: os desenhos não necessariamente precisam ser concebidos com base na observação de algo do mundo real. Eles podem vir da imaginação, sendo considerados, assim, não-representativos. Um bom exemplo, pioneiro, inclusive, são os desenhos de Hieronymus Bosch (1450-1516).
  • Ilustrações: ilustrações, no tocante ao desenho, são, obviamente, tipos de desenhos, mas que servem geralmente como acompanhamento para textos, explicando-os, ilustrando-os etc. Por exemplo, os desenhos de Botticelli, para a Divina Comédia, de Dante Alighieri, ou as de Dürer (1471-1528), para o livro de orações do Imperador Maximiliano I (1459-1519);
  • Caricaturas: as caricaturas, por sua vez, representam personagens da vida real, ou seja, pessoas, geralmente notórias, mas distinguem-se dos retratos por exagerarem determinados aspectos físicos da pessoa em questão, de forma humorística ou crítica. Alguns caricaturistas que se destacaram por seus trabalhos foram William Hogath (1697-1764), Thomas Rowlandson (1756-1827) e Honore Daumier (1803-1847);
  • Esboço/croquis: nada mais são do que desenhos rápidos, geralmente apenas pelo uso de uma superfície e um material, como o lápis, com o intuito de se gravar determinada ideia ou fazer um estudo para, posteriormente, desenvolvê-lo para um trabalho mais elaborado, como os realizados por Leonardo da Vinci (1452-1519), Dürer (1471-1528), Michelangelo (1475-1564) e Rembrandt (1606-1669).

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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