Alexandre, o Grande – Quem foi? Biografia e Principais Feitos

Alexandre III era filho do rei Felipe II da Macedônia e membro da dinastia Argéada. Subiu ao trono aos vinte anos, após a morte do pai. Foi aluno do filósofo Aristóteles e construiu um imenso império durante sua breve vida, por isso entrou para a história como Alexandre, o Grande.

Essa é uma das figuras mais conhecidas da história europeia. Seus feitos, suas conquistas e suas táticas no campo de batalha influenciaram vários personagens ao longo da história, como Júlio César.

Juventude de Alexandre

Alexandre nasceu em Pela, capital da Macedônia, em 356 a.C., filho do rei Felipe II e sua quarta esposa, Olímpia. Como herdeiro do reino, recebeu uma educação própria para seu futuro cargo, aprendendo a lutar, cavalgar, caçar, além de exercer atividades de leitura e música.

A vida de Alexandre é marcada por lendas. Uma delas conta que um comerciante tentou vender um cavalo a seu pai, porém, por conta do temperamento agressivo do animal, ninguém conseguia montá-lo. Alexandre percebeu que o animal estava com medo de sua própria sombra e conseguiu acalmá-lo o suficiente para montá-lo. Seu pai comprou-lhe o animal, que foi seu principal cavalo por vinte anos, e o qual Alexandre deu o nome de Bucéfalo (cabeça de boi).

Com 13 anos, Alexandre passou a ser instruído pelo famoso filósofo Aristóteles, junto com filhos de outros nobres. Com o tutor, Alexandre aprendeu medicina, filosofia, moral, artes, lógica e religião.

Aos dezoito anos, o futuro imperador liderou uma das alas do exército do pai na Batalha de Queroneia, que transformou a Grécia em parte do Reino Macedônico. Dois anos depois, Filipe II foi assassinado, e Alexandre se torna rei.

A construção de um império

O primeiro ato de Alexandre como rei foi sufocar várias rebeliões em várias cidades gregas. Uma vez assegurado seu domínio na Grécia, Alexandre pôs em prática seu grande plano: conquistar a Pérsia. Mais do que isso, seu desejo era unificar Oriente e Ocidente dentro de um grande império.

As lutas entre as tropas de Alexandre e os exércitos persas duraram aproximadamente quatro anos. Após três grandes batalhas (Grânico, Isso e Gaugamela), o poderoso Império Persa estava derrotado. Alexandre também conquistou a Palestina e o Egito (este último onde fundou a cidade de Alexandria).

Com o grande inimigo derrotado, Alexandre voltou sua atenção para a Índia. Aliando-se a alguns reis, e combatendo outros, Alexandre tentou impor seu domínio sobre os reinos que existiam na região além do Rio Indo e encontrou as batalhas mais difíceis de sua trajetória. Ele travou (e venceu) uma grande e sangrenta batalha (Batalha de Hidaspes) ampliando seu domínio na região.

Alexandre queria continuar o avanço para o leste, mas teve que enfrentar uma rebelião em suas tropas. Seus soldados, cansados de tantos anos de marchas e guerras, queriam voltar para casa para verem suas famílias, esposas e filhos. Alexandre tentou persuadi-los falando das riquezas que ainda poderiam encontrar, mas foi em vão. Contrariado, ele teve que voltar para Pérsia para começar os preparativos do retorno à Grécia.

Morte e divisão do império

Alexandre morreu em junho de 323 a.C., na Babilônia. A causa de sua morte ainda é motivo de debate entre os historiadores. Os relatos contam que ele começou a se sentir mal após uma festa, ficou seriamente doente e agonizou por quase 14 dias antes de morrer. Alguns estudiosos apontam para malária e febre tifoide como possíveis causas, enquanto outros levantam a hipótese de Alexandre ter sido envenenado.

Após a sua morte, e uma vez que Alexandre não deixou herdeiros, seu império acabou por se fragmentar, sendo dividido entre alguns de seus principais generais: Ptolomeu ficou com o Egito; Selêuco com a Mesopotâmia e Antígono com a Grécia. Todos esses reinos seriam posteriormente conquistados por Roma.

O legado de Alexandre

Do ponto de vista militar, os feitos de Alexandre são realmente notáveis. Em apenas treze anos, com um exército relativamente pequeno, Alexandre conquistou uma vasta área, derrotando no caminho exércitos muito mais numerosos que o seu. Mas, seu legado vai muito além de conquistas militares.

Helenização é um termo utilizado para descrever a difusão da cultura da Grécia Antiga e, em menor escala, de seu idioma, em um processo que se seguiu às campanhas de Alexandre. Como resultado desse processo, elementos de origem grega combinaram-se, de diversas maneiras e intensidades, com elementos locais, formando o que recebe o nome de Helenismo, e por isso o período que vai da morte de Alexandre até a conquista da Grécia por Roma é chamado de período Helenístico.

Umberto Oliveira

Bacharel em História pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

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