O que é Fascismo? Características, história e mais

O Fascismo é conhecido como uma forma de governo nacionalista e autoritária. Ganhou destaque no século XX, na Europa, tendo sua origem na Itália, logo após a Primeira Guerra Mundial, sob o comando de Benito Mussolini.

As ideias que formaram o Fascismo são as utilizadas como base para o Nazismo na Alemanha, durante o governo de Adolf Hitler. Leia, aqui, informações completas sobre esse regime de governo.

O que é Fascismo?

O que é Fascismo? Características, história e mais

Benito Mussolini, criador do fascismo na Itália

O nome Fascismo vem da palavra italiana “fascio”, que significa aliança ou federação. Na Roma Antiga, o fascio era um machado coberto com varas de madeira, usado por guarda-costas ou aqueles que tinham o poder, para punição e como símbolo de autoridade, além de união: o bastão que não quebra e o feixe complicado de se quebrar.

No século 20, Benito Mussolini usou esse símbolo para seu novo partido, que, em 1914, tornou-se o Fasci d’Azione Rivoluzionaria, posteriormente, em 1922, Partido Nacional Fascista.

As principais causas da instalação desse regime de governo foram a unificação tardia da Itália, em 1870, e o pós-guerra, que deixou o país devastado. Com a promessa de um país melhor, essa ideologia tomou conta do governo.

O regime tinha como objetivo unificar a nação por meio do Estado totalitário, no qual a vigilância, a mobilização em massa e o nacionalismo são reforçados pelo partido.

As principais características do Fascismo são:

  • Nacionalismo: uso exagerado de propagandas nacionalistas, por meio de lemas, símbolos e músicas, com o intuito de manipular a população;
  • Totalitarismo: o governo detém o poder sobre os direitos dos cidadãos, seja economicamente, socialmente ou politicamente;
  • Corporativismo: pregado por meio de sindicatos que eram supervisionados pelo Partido Comunista, estando atrelados aos ideais do governo e criando, assim, um “Estado Orgânico”;
  • Militarismo: uso da força e da violência para atingir objetivos. O governo fazia investimentos pesados em armamento, deixando de lado a saúde e a educação. Os militares e soldados costumam ser vangloriados pela população, além de que possuem autonomia para lidar com problemas de cunho interno e doméstico;
  • Expansionismo: necessidade de que novas terras devem ser conquistadas;
  • Segurança nacional: mantém a população sempre preparada para um conflito armado, pregando discursos de terror, gerando insegurança e paranoia no povo, quase como uma motivação para a violência como meio de proteção;
  • Falta de direitos humanos: os ideias são violentos e convencem a população de que os direitos humanos não são necessários, ou seja, não há valorização da liberdade, igualdade ou vida. Desse modo, a população passa a apoiar a execução e a tortura;
  • Perseguição à oposição: aqueles que são contrários aos ideais são punidos tanto pelo Governo, quanto pela própria população;
  • Censura: para manter o sistema funcionando, os fascistas controlam os meios de comunicação, censurando informações contrárias;
  • Antiliberalismo: o regime prega algumas ideias capitalistas, como propriedade privada e livre iniciativa de algumas empresas, porém, também defende a intervenção do estado na economia, o protecionismo econômico e a nacionalização de algumas empresas;
  • Religião como manobra de manipulação: o governo alia-se à Igreja para ter mais seguidores e dominar a população.

Essa ideologia diferencia-se de uma ditadura militar pelo poder estar entre algumas organizações da massa e com uma autoridade única, impedindo a luta dos sindicatos pelos direitos dos trabalhadores.

O Fascismo surgiu como uma reação à Revolução Francesa, que pregava a democracia, sendo totalmente contrário aos ideais liberais e socialistas. Essa forma de governar, geralmente, possui um representante carismático, que surge para salvar a população, trazendo sempre à tona um discurso nacionalista.

Nazismo e Fascismo

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Benito Mussolini e Adolf Hitler – o primeiro fascista e o segundo nazista.

Há uma confusão entre Nazismo e Fascismo, já que os dois são regimes totalitaristas e nacionalistas, que se desenvolveram ao mesmo tempo na Europa.

O Fascismo surgiu na Itália, pelo comando de Bento Mussolini – entre as duas grandes guerras -, enquanto o Nazismo foi inspirado no fascismo e aconteceu na Alemanha, pelo comando de Adolf Hitler, que pregava o antissemitismo.

Fascismo no Brasil

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Plínio Salgado, fundador da Ação Integralista Brasileira, tentou pregar o movimento fascista no Brasil.

Aqui no Brasil, o principal representante do Fascismo foi Plínio Salgado, que fundou a Ação Integralista Brasileira, no ano de 1932. Ele adotou como lema a palavra “Anauê”, advinda do tupi-guarani, com o símbolo “sigma” – letra grega – em preto. Para representar o movimento, os seus simpatizantes usavam camisetas verdes.

Plínio defendia um Estado forte, porém rejeitava o racismo – dizia que isso era incompatível com o Brasil -, mas pregava o anticomunismo, sendo bem próximo a Getúlio Vargas, até o golpe de 1937, ano em que a Ação Integralista Brasileira e outros partidos foram fechados.

Engana-se quem pensa que o governo de Getúlio Vargas era fascista: não era expansionista e nem escolheu outro povo como alvo de ataques, porém usava da censura, do unipartidarismo e perseguia comunistas, desse modo, é designado como Nacionalista.

O modelo do fascismo também alastrou-se em países do mundo, como:

  • Albânia;
  • Alemanha;
  • Áustria;
  • Bulgária;
  • Espanha;
  • Holanda;
  • Hungria;
  • Romênia;
  • Suíça;
  • Japão;
  • China;
  • Líbano;
  • Costa Rica;
  • Chile.

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