Segunda Revolução Industrial – O que é? Invenções e Consequências

A Revolução industrial foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX (com seus efeitos estendendo-se até o século XX), cuja principal característica foi o surgimento de novos processos de produção, com a transição dos métodos de produção artesanais para uma produção feita por máquinas.

Essa mudança se dividiu em dois momentos principais, nos quais a tecnologia evoluiu gradativamente, começando na Inglaterra e, posteriormente, se espalhando para outros países e continentes.

O que significa o termo “revolução”?

Embora seja muito usado, o termo “revolução” não é aceito por muitos historiadores, que argumentam que as mudanças ocorreram de forma gradual. Da mesma forma, a divisão entre “primeira” e “segunda” revolução é discutida, pois, para muitos estudiosos, trata-se de um mesmo movimento, visto que não há uma ruptura clara entre eles.

O que é a Segunda Revolução Industrial?

A chamada Segunda Revolução Industrial tem seu início por volta de 1850, com o aprimoramento e desenvolvimento de técnicas de produção iniciadas nas décadas anteriores, bem como o desenvolvimento de novas tecnologias que deram um novo impulso aos processos de industrialização.

O período se estende até o final da Segunda Guerra Mundial, com desenvolvimentos significativos nas indústrias química, elétrica, de petróleo e aço. Esse período marca, também, a forte industrialização de vários países, entre eles França, Alemanha e Estados Unidos, que passam a rivalizar com a Inglaterra.

As máquinas a vapor, criadas durante a Primeira Revolução Industrial, estão entre as principais responsáveis pelos avanços. Elas permitiram um aumento tanto na produção, quanto no transporte de mercadorias, por meio de trens movidos a vapor. A partir das primeiras máquinas a vapor, a tecnologia evoluiu até chegar aos motores de combustão, que utilizavam o petróleo.

À medida que a industrialização aumenta, novas tecnologias são criadas para dar conta da demanda de produção e aumentar a eficiência e reduzir os gastos. O ferro, o carvão e o vapor, fartamente utilizados durante a primeira revolução, agora são substituídos pelo aço, pela energia elétrica e pelo petróleo.

Surgem as linhas de montagem, esteiras rolantes por onde circulavam as partes do produto a ser montado, de modo a dinamizar o processo. Esse modo de produção foi criado dentro das indústrias automobilísticas Ford, e logo adotado por várias empresas.

Principais invenções

São muitos os avanços tecnológicos que surgiram durante a Segunda Revolução Industrial. Entre os principais, estão:

  • Avanços na fabricação do aço, permitindo sua utilização na construção de grandes máquinas, pontes, edifícios, trilhos para ferrovias, etc;
  • Desenvolvimento técnico de produção e distribuição de energia elétrica;
  • Invenção da lâmpada incandescente;
  • Avanço dos meios de transporte (ampliação das ferrovias, surgimento do automóvel e do avião);
  • Meios de comunicação (telégrafo, telefone, televisão e cinema);
  • Exploração de todo o potencial do petróleo e seus derivados;
  • Avanço nas áreas de química e física;
  • Avanços na medicina, com a descoberta de antibióticos e técnicas de cirurgia e com o desenvolvimento das vacinas.

Consequências do processo de industrialização

A Segunda Revolução Industrial provocou um salto sem precedentes na evolução tecnológica da humanidade. Os avanços podem ser vistos em praticamente todas as áreas, trazendo maior conforto para a vida em sociedade, maior dinamismo nas comunicações e uma vida mais longa, em função da evolução da medicina como um todo.

Por outro lado, tal como ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial, tantos avanços acabaram acentuando a precarização do trabalho, à medida que muitos empregados são substituídos por máquinas.

Além disso, o trabalho está ficando cada vez mais especializado, exigindo um grau de instrução que a grande maioria das pessoas não tem acesso. Assim, há um aumento do desemprego, e os salários tendem a cair. Dessa maneira, forma-se uma sociedade desigual, na qual parte dos avanços não pode ser usufruída por todos.

Também, é preciso lembrar que o uso cada vez maior de combustíveis fósseis para alimentar uma indústria que quer produzir cada vez mais para, por sua vez, alimentar um mercado consumidor, que cresce continuamente e está cada vez mais exigente, vem poluindo o planeta e degradando o meio ambiente.

Umberto Oliveira

Bacharel em História pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

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