Guerra na Síria – Motivos e Resumo da História (Entenda o porquê)

A Guerra na Síria começou em 2011, dentro do contexto da Primavera Árabe, quando houve uma série de protestos contra o governo de Bashar al-Assad, indiciado por corrupção. Desde então, o país enfrenta uma guerra civil entre partidos rebeldes contra e a favor do ditador, sem contar na participação do próprio governo no combate.

Qualificado como um dos piores desastres na humanidade dos últimos tempos, a guerra já matou mais de 400 mil pessoas e mudou a vida de milhares de sírios, que precisaram deixar suas casas em busca de uma vida melhor em outros lugares do mundo.  De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, aproximadamente 11 milhões de pessoas já deixaram o país.

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Motivos da Guerra na Síria

Tudo começou depois de uma grande sequência de protestos em 2011, quando a população reclamava da corrupção, falta de empregos e restrição à liberdade política. Não demorou muito para as manifestações ganharem um tom mais agressivo.

A guerra foi instaurada após o grupos de oposição manifestarem-se duramente, tendo como principal objetivo, derrubar o governo de Bashar al-Assad e, com isso, dar início a uma “nova política” no país.

A luta é em prol de uma Síria mais democrática, no entanto, a ação do exército é considerada abusiva, uma vez que eles utilizam estratégias contra a população, semelhantes ao combate aos terroristas, pois realmente acreditam que os manifestantes querem desestabilizar a nação.

Por outro lado, a oposição tem sua luta contra todas as forças de segurança, como o exército, para isso, usa armamentos para controlar as cidades. Os rebeldes atendem pelo nome de “Exército Síria Livre”, que contraria o poder de Basahar-al Assad com o apoio  de outras forças beligerantes, que são:

  • Partido da União Democrática, formado pelo povo curdo, pelos iraquianos e turcos.
  • Estado Islâmico, que pretende formar um califado na região.

O Exército Síria Livre e o Partido da União Democrática recebem apoio de Estados Unidos, Austrália, União Européia, França e Canadá.

Para enfrentar esses opositores e se manter no poder, o presidente Bashar al- Assad lidera a “República Árabe Síria”, forças armadas que lutam contra os 3 inimigos (Exército Síria Livre, Partido da União Democrática e Estado Islâmico).

Confira, abaixo, uma animação do jornal inglês The Guardian, que explica como aconteceu o conflito, com somente 5 minutos. Não se esqueça de programar as legendas!

Consequências

De acordo com o relatório dos Direitos Humanos Sírio, mais de 400 mil pessoas morreram ou estão desaparecidas. Os dados variam bastante, de acordo com a fonte de dados, pois muitas mortes e desaparecimentos não foram documentados.

Além disso, existem informações de que a Guerra na Síria incapacitou muitas pessoas, aproximados 1,5 milhão, entre elas mais de 80 mil que perderam algum membro do corpo durante o confronto.

Cerca de 50% dos Sírios tiveram que deixar suas casas, caracterizando um dos maiores êxodos da história atual. Os 10 países que mais recebem pedidos de asilo para a população Síria são: Suécia, Dinamarca, Alemanha, França, Bélgica, Grécia, Bulgária, Hungria, Holanda e Áustria. No entanto, há diversos Sírios registrados em países vizinhos, como Egito, Iraque, Líbano, Turquia e Jordânia.

A pobreza tomou conta da Síria: cerca de 80% da população não tem acesso a alimentos, à água potável e a condições básicas de higiene.

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Como está a situação atual?

A Guerra da Síria ainda continua, não havendo uma definição exata de como tudo isso terminará. Infelizmente, após 7 anos de conflitos, os resultados foram desastrosos, pois mais de 400 milhões de pessoas morreram ou desapareceram, além do número exorbitante de pessoas em retirada do país.

A população que ficou na Síria vive em condições de pobreza extrema e convive com o medo dos confrontos armados e bombardeiros. Protestos que se tornaram em uma Guerra Civil estão destruindo o país. A tentativa de pacificação da ONU está bastante difícil, pois existem muitas controvérsias diante da guerra, uma delas é a atuação dos Estados Unidos e da Rússia, que são adversários e possuem o poder do veto no Conselho de Segurança.

Enquanto houver influências regionais e internacionais, a Guerra da Síria não tem prazo para terminar. De acordo com especialistas, esse conflito tem um jogo de interesses entre as maiores potências mundiais, portanto, as perspectivas para o fim da guerra ainda são confusas.

Rafaela Cortes

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Revoltada por natureza, vê na comunicação uma oportunidade de extravasar a sua paixão por curiosidades, arte e conhecimento.

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