Modos verbais – O que são? Quais são? Regras para formação e Exemplos

Uma das principais características do verbo é a sua flexão em número, pessoa, modo, tempo, aspecto e voz. Para compreender bem o que é um verbo, é preciso compreender cada uma dessas flexões.

Neste artigo, veremos um pouco a respeito de uma das flexões mais estudadas — e que geralmente causa bastante dúvida nos estudantes: os modos verbais. Confira agora no Gestão Educacional!

O que são modos verbais?

Dá-se o nome “modos verbais” às diferentes formas que o verbo assume para indicar a atitude daquele que fala. Dessa forma, o verbo pode revelar uma certeza, uma dúvida, um mando etc. Quem dá cada uma dessas significações ao verbo é, portanto, aquele que fala, e cada uma delas possui um nome próprio.

Confira alguns exemplos para visualizar melhor:

  • Eu joguei o lixo na lixeira. (2) É conveniente que eu jogue o lixo na lixeira.

(3) Joga este lixo na lixeira!

Acima, temos exemplos dos três principais modos verbais da língua portuguesa: o indicativo (1), o subjuntivo (2) e o imperativo (3). No primeiro, temos a certeza de que o sujeito jogou, no passado, o lixo na lixeira. No segundo, há a enunciação de um fato que pode ou não ocorrer no momento da fala, ou seja, há a possibilidade de o sujeito jogar o lixo na lixeira. No último, temos um exemplo de uma ordem, direcionada à segunda pessoa do singular, ou seja, àquele com quem o sujeito está falando, mandando o interlocutor jogar o lixo na lixeira.

Quais são os modos verbais?

Os três principais tempos verbais da língua portuguesa, portanto, são:

  • O indicativo, responsável por indicar uma ação que provavelmente ou certamente acontecerá ou que já aconteceu. Expressa, portanto, uma certeza, um fato.
    • Comprarei dois pacotes de arroz no mercado.
  • O subjuntivo, por outro lado, responsável por indicar ações em que não se há certeza se realmente acontecerão. Expressa, portanto, dúvidas, incertezas ou desejos.
    • Quando eu tiver dinheiro, comprarei dois pacotes de arroz no mercado.
  • O imperativo, por sua vez, que pode se apresentar tanto na forma afirmativa quanto negativa, é responsável por indicar ordens, pedidos, desejos, súplicas etc.
    • Compra dois pacotes de arroz no mercado!

Alguns gramáticos, porém, consideram as chamadas “formas nominais” do verbo como modos verbais, por mais que outros argumentem que, dadas as suas particularidades, elas não podem ser consideradas como tais. Vejamos, agora, o que são e quais são as formas nominais dos verbos.

O que são e quais são as formas nominais?

São três as formas nominais do verbo:

  • Gerúndio, responsável por indicar uma ação ainda em andamento no momento da fala, ou seja, um processo que, até então, não foi finalizado.
    • Estou comprando dois pacotes de arroz no mercado.
  • Particípio, responsável por indicar uma ação já finalizada, mas atuando na frase semelhantemente a um adjetivo ou substantivo.
    • Tenho comprado por dia dois pacotes de arroz no mercado.
  • Infinitivo, responsável por nomear uma ação, geralmente não se flexionando como os demais modos, podendo atuar na oração como sujeito ou complemento de um verbo, bem como vir precedido de um artigo. O infinitivo ainda se divide em infinitivo pessoal e infinitivo impessoal.
    • Eu quero comprar dois pacotes de arroz no mercado.

As formas nominais do verbo não possuem algumas das características principais dos verbos, como a flexão de tempo e modo. Elas atuam, na oração, como substantivo (como nos exemplos acima) ou adjetivo e, por isso, muitos gramáticos não consideram que as formas nominais sejam, de fato, modos verbais dos verbos.

Algumas das outras formas pelas quais as formas nominais são chamadas, com menos frequência, são “formas infinitas” (em contraste com uma das maneiras pelas quais os modos verbais são chamados, ou seja, “formas finitas”) e “verbóides”.

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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