Nelson Mandela – Quem foi? Biografia e Feitos

Nelson Mandela foi o maior nome na luta contra o Apartheid, regime racista e segregacionista que existiu na  África do Sul, entre 1948 e 1994. Sua dedicação pela liberdade do povo sul-africano lhe rendeu um Prêmio Nobel da Paz e um lugar na história como uma das pessoas mais influentes do século XX.

Nelson Mandela

Quem foi Nelson Mandela?

Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em Mvezo, na província de Cabo Leste, em 18 de julho de 1918. Nascido em uma família da nobreza tribal, optou pelos estudos ao invés de ocupar uma posição de liderança entre sua tribo.

Aos 21 anos, ingressa no curso de Direito da Universidade Fort Hare, a mais antiga do país. No ano seguinte, deixa a Universidade após se envolver em um protesto por melhores condições, indo para Johannesburgo.

Lá começa a trabalhar em um escritório, além de retomar os estudos na Universidade da África do Sul. É nesse período que Mandela descobre como era a vida dos negros em uma grande cidade dominada por brancos. Se antes, como criança oriunda da nobreza tribal, gozava de certos privilégios, agora, Mandela era só mais um negro tentando sobreviver em meio a um país racista.

A vida política

Em 1944, Mandela se filia ao CNA (Congresso Nacional Africano), partido político que tinha como objetivo defender os direitos da população negra do país. Sua ascensão dentro do partido é notável. Em apenas 5 anos, é membro do conselho, e uma das figuras mais populares do partido. A partir de agora, a vida de Mandela será dedicada à luta contra o Apartheid.

O Apartheid

Apartheid foi um regime de segregação racial que existiu na África do Sul, entre os anos de 1948 e 1994. Instituído pelo governo sul-africano, tinha como objetivo separar, por meio de um regime de opressão, a população branca minoritária, de origem européia, da população negra, maioria no país.

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A militância

Em 1952, Mandela abre, junto com seu amigo Oliver Tambo, um escritório de advocacia, dedicado a defender os interesses da população negra, ao mesmo tempo em que intensifica a luta contra o regime.

Sua atuação à frente da oposição faz dele um alvo, e Mandela começa a ser perseguido. No mesmo ano, recebe uma ordem de interdição, que o proíbe de participar de atividades políticas. No entanto, teve a autorização para advogar sob risco de ser revogada, e foi preso mais algumas vezes nos anos seguintes.

A partir do Massacre de Sharpeville, em 1960, quando vários manifestantes foram mortos durante um protesto, a direção da CNA permitiu que a luta passasse a ser armada. Pouco tempo depois, o CNA foi banido, e Mandela entra para a clandestinidade.

Dois anos depois, essa figura é presa, acusada, entre outras coisas, de traição. Lá é condenado à prisão perpétua.

A vida na prisão

Mandela continuou sua luta contra o Apartheid, apesar das precárias condições nas quais era submetido na prisão. Do lado de fora, sua esposa Winnie continuou a luta e, assim como o marido, também sofreu perseguições, ordens de restrição e prisões.

A partir da década de 80, o regime racial sul-africano passou a apresentar sinais de desgaste, ao mesmo tempo que crescia a pressão internacional pela soltura de Mandela. As negociações para o fim do regime e pela liberdade dele se estendem por toda a década. Somente em fevereiro de 1990, após 27 anos, Mandela é solto, e o CNA volta para a legalidade.

Prêmio Nobel e presidência

Em 1993, Mandela e o presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk são indicados ao Prêmio Nobel da Paz. Mandela por sua luta pelo fim do Apartheid, e Klerk por ter dado andamento ao fim do regime, selado em 1993.

A popularidade de Mandela o colocava como um líder natural do país na era pós Apartheid. As eleições de 1994 confirmaram o favoritismo, e Mandela foi eleito com 62% dos votos.

Seu mandato foi controverso: enquanto muitos esperavam políticas para reduzir as desigualdades sociais e aumentar a distribuição de renda da população negra, o foco do presidente era promover a reconciliação entre negros e brancos e garantir um futuro pacífico para o país.

Uma nova constituição foi votada, além de criados um novo hino nacional e uma nova bandeira que englobava os símbolos das duas etnias. Durante seu governo termina seu casamento de 38 anos com Winnie Mandela, de que se divorciou em 1996.

O fim de uma vida de lutas

Nelson Mandela morreu em 5 de dezembro de 2013, na cidade de Joanesburgo, com 95 anos, deixando um legado de luta contra as desigualdades que perpetua seu nome como uma das grandes personalidades do último século.


Referências utilizadas neste conteúdo:

MAGNOLI, Demétrio. África do Sul, Capitalismo e Apartheid. Contexto, 1998.
MANDELA, Nelson. Uma longa caminhada até a liberdade. Nossa Cultura. 2012.


Umberto Oliveira

Umberto Oliveira

Bacharel em História pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

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