Op Art – O que é? Quando surgiu? Características, Principais Obras e Artistas

A Op Art foi um estilo e um movimento artístico que surgiu em meados da década de sessenta. É caracterizada pela criação de obras que procuram “enganar” o olhar do observador, por meio de técnicas de ilusão de ótica.

Quer saber um pouco mais sobre a Op Art? Pois continue lendo este artigo que nós, do Gestão Educacional, preparamos para você!

Op art: o que é e quando surgiu?

A “Optical Art” (Arte Ótica), também chamada “Op Art”, foi um estilo artístico que surgiu nos Estados Unidos em meados de década de 60. A expressão foi usada pela primeira vez numa edição da revista Time, datada de 1964, para se referir a uma nova tendência de se criar arte justamente por meio de ilusões óticas.

As obras de Op Art, portanto, envolvem a criação de efeitos de ilusão ótica que brincam com a percepção do observador, que geralmente tem a impressão de que a imagem está em movimento, seja pelo contraste de cores, seja por interferência de linhas ou por vibrações cromáticas.

A movimentação, entretanto, não é uma obrigatoriedade. Algumas obras de Op Art envolvem a criação de ilusão de profundidade ou tridimensionalidade em obras bidimensionais, ondulações em superfícies chatas etc. O mais importante, portanto, é enganar, de alguma forma, o olhar.

Os pioneiros da Op art

Por mais que o movimento tenha sido reconhecido como tal apenas a partir da década de 60, diversos artistas já faziam obras que podem e são consideradas Op Art, como Victor Vasarely, que já na década de 30 produziu obras com traços de Op Art, como a sua Zebra (1938). Ou, indo ainda mais longe, podemos citar Composição em linhas (1917), de Mondrian, considerada uma das primeiras obras de Op Art.

Vale mencionar, também, Bridget Riley que, no início da década de 1960, produziu uma série de pinturas em preto em branco, algumas delas já provocando a sensação de movimento, como a sua famosa Corrente (1964)

Exposição no MoMA em 1965

Em 1965, o movimento Op Art ganhou popularidade e reconhecimento internacional, por conta de uma exposição realizada pelo Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque, chamada “O Olho Receptivo”, cuja finalidade era justamente a de expor obras que promovessem a chamada “abstração receptiva”.

Dentre os artistas que participaram da exposição, estavam presentes grandes nomes da Op Art, como Bridget Riley (1931-), Victor Vasarely (1906-1997), Josef Albers (1888-1976), Almir da Silva Mavignier (1925-2018), Tadasky (1935-) e outros.

Josef Albers, de origem alemã, ajudou a impulsionar o movimento e a guiar os artistas futuros por meio de uma série de publicações a respeito da ambiguidade da percepção, especialmente pelo uso da teoria das cores, como trata em sua obra Interação da cor, de 1963.

Op art e a ciência

A Op Art, assim como outros movimentos artísticos, fez uma fusão entre arte e ciência, pelo uso de abordagens científicas, conceitos matemáticos etc.

Isso porque, na década de sessenta, a ciência firmou-se como a chave do progresso. Em 1960, ocorreu o lançamento do primeiro satélite meteorológico. Em 1964, o lançamento do primeiro chip de computador, produzido pela IBM. Um ano depois, os russos colocaram o primeiro homem no espaço: Yuri Gagarin. Em 1969, o homem chega, enfim, à lua, por meio da missão americana Apollo 11.

Os artistas de Op Art incorporavam em suas obras essa realidade, da ciência como a responsável pelo progresso, mas de maneira crítica, muito diferente do tratamento romantizado que a publicidade, a indústria e o governo davam aos avanços tecnológicos.

Essa tendência à crítica, porém, não durou muito tempo, pois a Op Art foi rapidamente incorporada ao universo do consumismo, sendo usada por publicitários, estilistas de moda e designers gráficos, graças ao grande apelo visual que esse estilo possui. Um exemplo disso é o vestido intitulado Op Art Paper Caper (1966), pela empresa de produtos higiênicos e sanitários Scott Paper Company, com o intuito de promover seus produtos.

E a Op Art é, de fato, um estilo que prioriza o visual, pois um dos princípios do movimento é a defesa da visualização acima da expressão.

Principais características

  • Exploração de efeitos óticos e visuais, resultando em movimento, vibração, deformação etc.;
  • Tem o objetivo de “enganar” o olhar;
  • Contraste de cores, não envolvendo, necessariamente, a mistura delas;
  • Tons vibrantes;
  • Abstracionismo e uso de formas geométricas, não objetivando representar a realidade;
  • Oposição entre estruturas semelhantes;
  • Participação do observador no processo.

Principais artistas

  • Victor Vassarely (1908-1997);
  • Alexander Calder (1898-1976);
  • Bridget Riley (1931-);
  • Jesus-Raphael Soto (1923-2005);
  • Ad Reinhardt (1913-1967);
  • Kenneth Noland (1924-2010);
  • Luiz Sacilotto (1924-2003);
  • Richard Allen (1933-1999).

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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