Esteticismo – O que é? Quando surgiu? O que defende? Características e Artistas

O Esteticismo foi um movimento artístico-intelectual que se desenvolveu ao longo do século XIX. Sendo caracterizado pelo culto ao Belo na arte, em detrimento da função ético-moral que ela pode ter, o Movimento Estético foi um dos vários movimentos que se valeram da ideia de se fazer “arte pela arte”.

Confira tudo a respeito deste movimento neste artigo que nós, do Gestão Educacional, preparamos para você!

Esteticismo: o que é? Quando surgiu?

O Esteticismo, também chamado Movimento Estético, foi um movimento artístico-intelectual que surgiu e se desenvolveu no século XIX, especialmente na Europa, durante o final da chamada Era Vitoriana.

Os estetas, assim chamados os defensores desse movimento, apesar de o termo, na arte, ter um significado relativamente pejorativo, defendiam que a arte deveria privilegiar apenas valores estéticos, ou seja, girar entorno do Belo, deixando valores e temas político-sociais e ético-morais de lado.

Por conta desse culto ao belo, os estéticos acreditavam que a arte não deveria imitar a vida, uma vez que a realidade, na maior parte das vezes, é inferior àquela retratada na arte no que diz respeito à estética; portanto, segundo eles, era a vida quem deveria imitar a arte.

O que defende?

O Esteticismo existiu concomitantemente com outros movimentos artísticos semelhantes, como o Simbolismo e o Decadentismo, e defendia, assim como este último, a criação de uma “arte pela arte”, termo existente já na obra de Aristóteles, mas que ganhou força a partir dos escritos de Alexander Baumgarten (1714-1762), responsável pela criação da própria palavra “estética”.

Criar uma “arte pela arte” significa, justamente, livrá-la de quaisquer influências que não a da estética, proporcionando prazer estético sem função moral, política, pedagógica, etc.

Em 1856, o escritor e poeta Théophile Gautier publica um manifesto que serviria de referência para movimentos artísticos como o Simbolismo, o Parnasianismo e o Decadentismo, afirmando: “cremos na autonomia da arte; a arte, para nós, não é o meio mas o fim; – todo artista que se propõe algo que não o belo não é artista aos nossos olhos” (Théophile Gautier, apud Martino, 1958, p. 19). Com isso, o Gautier evoca o já antigo lema “arte pela arte”, sendo um dos responsáveis pela sua popularização no século XIX.

Anos mais tarde, o escritor Walter Pater publica uma série de livros, dentre eles merecem destaque The Renaissance: Studies in Art and Poetry (1873) e Appreciations, with na Essay on Style (1889), em que o autor apresenta argumentos que influenciariam o Esteticismo e o Decadentismo, sendo considerado, por isso, um dos seus mais assíduos teóricos dos movimentos.

O esteticismo, apesar de mais presente na literatura, também foi sentido nas artes visuais, decorativas e na música.

Principais características

  • Valorização e culto ao Belo;
  • Arte pela arte, sem fins utilitários, pedagógicos, morais, políticos, sociais, etc.;
  • A arte como proporcionadora de prazer (por meio da estética), inclusive por meio da sinestesia.

Principais artistas

Na literatura:

  • Dante Gabriel Rossetti (1828-1882);
  • Oscar Wilde (1854-1900);
  • Algernon Charles Swinburne (1837-1909).

Nas artes plásticas:

  • Dante Gabriel Rossetti (1828-1882);
  • James McNeill Whistler (1834-1903);
  • Edward Burne-Jones (1833-1898);
  • Audrey Beardsley (1872-1898);
  • Frederic Leighton (1830-1896);
  • John Roddam Spencer Stanhope (1829-1908).

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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