Arte hindu – O que é? Características, Arquitetura, Símbolos e Esculturas

O hinduísmo é uma das mais antigas religiões do mundo. Hoje em dia, ainda há cerca de 400 milhões de seguidores espalhados pelo mundo, especialmente no continente indiano.

O hinduísmo possuí sua própria manifestação artística, com traços bem característicos e bastante variados. Confira tudo a respeito da arte hindu neste artigo completo sobre ela, só aqui, no Gestão Educacional!

O que é a arte hindu?

O termo “arte hindu” se refere a uma série de manifestações artísticas da tradição religiosa Hindu, religião cujos primeiros escritos têm mais de 3.500 anos e que se originou no subcontinente indiano. O hinduísmo não possui um fundador, e há várias vertentes surgidas ao longo dos séculos. Da mesma forma, não existe apenas uma vertente artística, mas uma série delas, variando especialmente geograficamente.

A arte hindu se desenvolveu especialmente na arquitetura e na escultura, que possuem uma grande relação com os templos hindus espalhados pelo continente indiano e em outros países, mas também se desenvolveu na pintura.

Ela possui uma relação muito forte com a religião, uma vez que os templos foram erguidos em homenagem a uma série de divindades diferentes.

Arquitetura hindu

A relação entre escultura e arquitetura, nesse caso, é intrínseca. Isso porque, geralmente, nos templos hindus, cuja arquitetura é bastante singular, há uma escultura no centro, um ídolo com a figura da divindade homenageada.

É fácil reconhecer um templo hindu, pois suas características são bastante acentuadas: há cúpulas terminadas em bicos, coberturas piramidais, torres em forma de montes e montanhas e excessiva ornamentação e posicionamento de esculturas.

Um bom exemplo é o Templo de Brihadisvara, na cidade de Tanjore, Tâmil Nadu, Índia do Sul, o maior da Índia. Foi construído entre 1003 e 1010, no reinado do Rei Chola, e é um exemplo do estilo dravidiano, predominante no Sul da Índia, cuja característica principal é a construção em formato de torre graduada, com vários pavilhões de múltiplas camadas.

No Norte, o estilo predominante é o Nagara, cuja construção gira em torno de uma torre central na forma de uma colmeia. Um exemplo desse estilo é o Templo de Galaganatha, na vila de Galaganath, em Karnataka, Índia.

Uma terceira variação é o estilo Vesara, uma mistura do dravidiano e do Nagara. Um exemplo é o Templo de Kedareshvara, no Distrito de Shimoga, Karnataka, Índia, e um quarto é o estilo Hoysala, como no Templo de Chennakesava, em Somanathapura, Karnataka, Índia.

Símbolos hindus recorrentes

A arte Hindu, no geral, gira em torno da interação entre os seres e o Universo, a união do mundo material com o mundo espiritual. É a partir da contemplação estética que o homem, nesse caso, tem a capacidade de ver a ação das divindades. A essa capacidade de ver parte do poder do divino, cujas manifestações se dão justamente pelas mãos dos artistas, que nesse caso possuem participação no divino, dá-se o nome darshan (“o gosto de ver”, em tradução livre).

Há, na arte hindu, uma certa recorrência de determinados símbolos, considerados sagrados para os hinduístas. São eles:

  • Om, o mantra mais importante do hinduísmo, que se acredita ser o som do universo responsável pelos demais mantras, dizendo respeito aos três estados da consciência: vigília, sono e sonho;
  • Suástica, que representa o sol, fonte da vida, cujas interpretações são várias;
  • Flor de lótus, simbolizando a pureza do coração e da mente.

Escultura hindu

Na escultura, predomina a representação de diversas divindades. Essas divindades não são totalmente independentes: são todas corporificações de um mesmo Deus, um Deus supremo que a tudo deu origem, frequentemente chamado Ishvar, mas ele nunca é representado nas pinturas/esculturas. Ele é, na verdade, representado em uma tríade, composta pelos seguintes deuses:

  • Vishnu, o protetor;
  • Shiva, o destruidor;
  • Brahma, o criador.

As divindades são representadas frequentemente com vários braços e cabeças, justamente para fazer uma alusão à extensão de seu poder e de sua habilidade. Nessas esculturas, os símbolos sagrados mencionados anteriormente (om, suástica e flor de lótus) são frequentemente reproduzidos.

Além disso, vale reforçar que as esculturas são frequentemente incorporadas aos templos, que possuem relação com a divindade representada. Na contemplação delas, também ocorre o chamado darshan, ou seja, a visão do divino manifestado pela arte.

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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