Biotecnologia – O que é? Para que serve? Aplicações e Exercícios!

O termo biotecnologia nos faz pensar em modernidade e desenvolvimento. No entanto, há registros de seu uso datados de 4.500 anos antes de Cristo, para a produção de cervejas e pães pela civilização da Babilônia.

Neste artigo do Gestão Educacional, você entenderá o que é biotecnologia, para que ela serve e como ela está aplicada em diversas áreas do nosso dia a dia.

O que é biotecnologia?

A biotecnologia, definida pela Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, trata-se de qualquer tecnologia que utilize sistemas biológicos, organismos vivos ou seus derivados para fabricar ou modificar produtos ou processos para utilização específica.

Nesse sentido, a biotecnologia assume um olhar de geração de riqueza econômica sobre as diversas ciências biológicas ao invés de um olhar de preservação e descrição. Ou seja, biotecnologia nada mais é que as ciências biológicas aplicadas.

Como exemplos desse olhar de geração econômica e, portanto, de biotecnologia, temos microrganismos capazes de produzir alimentos fermentados (queijo, cerveja, pão), culturas vegetais geneticamente modificadas mais produtivas que as convencionais, melhoramento genético convencional e inseminação artificial de animais, como bovinos, ou mesmo a utilização de cavalos como meios de transporte.

Biotecnologia

Para que serve a Biotecnologia?

Como se vê, a biotecnologia está presente no nosso dia a dia há milhares de anos, sendo que, em uma primeira fase, predominou a utilização de organismos vivos da forma como são encontrados na natureza ou melhorados por meio de técnicas convencionais.

Numa segunda fase, mais recente, a biotecnologia viu crescer o uso de tecnologias baseadas na biologia molecular, como a tecnologia do DNA recombinante, a tal ponto que quase perdeu sua identidade ampla para se resumir à biologia molecular.

Nos dias de hoje, entretanto, estamos vivendo uma era na qual existe uma nova ampliação da biotecnologia, buscando sair do predomínio das tecnologias molecular para assumir uma multidisciplinaridade grande, envolvendo conceitos de ciências sociais aplicadas (bioética, biodireito, bioempreendedorismo), tecnologias de informação, computação e robótica (automatizações, big data, bioinformática, modelagem de sistemas biológicos) combinados a toda e qualquer ciência biológica, seja qual for seu nível na escala biológica: molecular, celular, morfofisológico, ecológico e biodiversidade.

Como exemplos dessa nova fase temos:

  • Aplicação dos conceitos de biologia celular e morfofisiológica na obtenção de terapias de células tronco, carne de laboratório e órgãos fisiológicos construídos in vitro;
  • Aplicação dos conceitos de tecnologia de informação para a modelagem e intervenção em ecossistemas complexos, aliados a chips e drones, para monitoramento de espécies animais;
  • Utilização de conceitos de botânica para a recuperação ambiental de áreas degradadas (biorremediação) e mesmo a utilização de noções de direito e ética para melhor conduzir a sociedade frente aos desafios de assimilação de pontos polêmicos existentes quando ocorre o aproveitamento econômico e a manipulação da vida como um todo.

 

Aplicações da Biotecnologia

  • Agropecuária: culturas vegetais geneticamente modificadas ou melhor adaptadas a condições extremas; animais geneticamente modificados para produção de carne de melhor qualidade;
  • Industria: utilização de microrganismos e vegetais e biomoléculas para produção de biocombustíveis e alimentos fermentados;
  • Meio-ambiente: utilização de microrganismos, vegetais e animais no processo de biorremediação e biomonitoramento;
  • Saúde: Terapia gênica, terapia com células tronco e produção de vacinas.

Bruno de Lima

Bacharel em Bioquímica pela UFV, com atuação nas áreas de biotecnologia e farmoquimica.

Conheça Mais Sobre o Autor

Teste seus conhecimentos sobre Biotecnologia – O que é? Para que serve? Aplicações e Exercícios!

1) (Adaptado Enem 2009) Um novo método para produzir insulina artificial que utiliza tecnologia de DNA recombinante foi desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a iniciativa privada. Os pesquisadores modificaram geneticamente a bactéria Escherichia coli para torná-la capaz de sintetizar o hormônio. O processo permitiu fabricar insulina em maior quantidade e em apenas 30 dias, um terço do tempo necessário para obtê-la pelo método tradicional, que consiste na extração do hormônio a partir do pâncreas de animais abatidos. Ciência Hoje, 24 abr. 2001. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br A produção de insulina pela técnica do DNA recombinante tem, como consequência:

  • a) O aperfeiçoamento do processo de extração de insulina a partir do pâncreas suíno.
  • b) A seleção de microrganismos resistentes a antibióticos.
  • c) O progresso na técnica da síntese química de hormônios.
  • d) Impacto favorável na saúde de indivíduos diabéticos.

Deixe seu Comentário

WebGo Content