Presente do indicativo – O que é? Regras para formação e Exemplos

O presente do indicativo é um dos tempos verbais da língua portuguesa. Essa categoria, entretanto, não diz respeito apenas ao tempo verbal, mas também ao modo verbal, ou seja, ao indicativo.

Quer saber o que significa a junção dessas duas coisas? Pois confira tudo a respeito do presente do indicativo neste artigo que nós, do Gestão Educacional, preparamos para você!

O que é tempo verbal?

Dá-se o nome “tempo verbal” à variação que o verbo sofre para indicar em que momento do tempo determinada ação aconteceu. Os três principais tempos verbais do português são o presente, o pretérito e o futuro.

O pretérito e o futuro subdividem-se, ainda, em pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito.

O que é modo verbal?

Os verbos também variam em modo. A flexão em modo serve para atribuir algum significado ao verbo quanto à atitude daquele que fala, podendo ter um significado de certeza, dúvida, mando etc.

Os principais modos verbais do português são o indicativo, o subjuntivo e o imperativo, embora alguns gramáticos considerem as formas nominais do verbo, isto é, o gerúndio, o particípio e o infinitivo, também como formas verbais.

Neste artigo, veremos, como comentado, tudo a respeito do chamado presente do indicativo.

Presente do indicativo: o que é?

O presente do indicativo é um dos tempos verbais. Ele ser do “presente” significa que a ação da qual se está falando ocorre no instante da fala. Ele ser “do indicativo” significa que a ação provavelmente ou certamente está acontecendo ou acontecerá, ou seja, que ela tem possibilidades reais de acontecer.

O presente do indicativo, portanto, indica uma ação que certamente ou provavelmente ocorre no momento em que se enuncia a ação. Confira o exemplo:

(1) Eu quero viajar para Paris.

Neste exemplo (1), pelo fato de o verbo “querer” estar conjugado no presente do indicativo, ou seja, “quero”, sabemos que a ação de querer está ocorrendo, ainda sendo verdade, no instante em que a oração acima foi pronunciada. Seria diferente, por exemplo, se o sujeito dissesse:

(2) Eu queria viajar para Paris.

(3) Eu quis viajar para Paris quando era jovem.

No exemplo (2), estando o verbo “querer” conjugado no pretérito imperfeito do indicativo, ou seja, “queria”, entendemos que o sujeito da oração desejou, em algum momento do passado, viajar para Paris, mas não sabemos se ele ainda quer ou se já desistiu dessa ideia. Isso porque o pretérito imperfeito indica uma ação que foi iniciada no passado (nesse caso, a de querer), mas que ainda não foi concluída.

Já em (3), com o verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo, ou seja, “quis”, sabemos que o sujeito da oração já quis viajar para Paris (na época em que ainda era jovem), mas que, por alguma razão, ele já desistiu dessa ideia. Isso porque o pretérito perfeito indica uma ação que foi iniciada e já concluída no passado (nesse caso, a ação de querer).

Em todos os exemplos, por serem do indicativo, a ação de “querer” é certa, não restando dúvidas de que o sujeito realmente quer, queria ou quis viajar para Paris. Seria diferente se o sujeito dissesse, por exemplo:

(4) Quando eu quiser viajar para Paris, eu viajarei.

Em (4) temos um exemplo do verbo “querer” conjugado no futuro do subjuntivo. Ao contrário do indicativo, o subjuntivo não denota certeza, podendo ou não acontecer a ação em questão. Nesse caso, o sujeito pode ou não querer viajar para Paris.

Observando esses dois exemplos (2 e 3), é fácil perceber a diferença dos tempos verbais em questão em relação ao presente do indicativo. No presente do indicativo, a ação do verbo acontece/é válida no momento da enunciação da oração, e não há dúvidas quanto a isso.

Regras para formação do presente do indicativo com verbos regulares

Os chamados verbos regulares possuem uma forma recorrente para cada um dos tempos verbais, a depender da conjugação do verbo. Os verbos irregulares, por sua vez, não seguem esse paradigma de conjugação, possuindo formas próprias que sofrem mudanças no radical do verbo. Os verbos regulares do português são divididos em três conjugações diferentes:

  • 1ª conjugação, para os verbos que possuem a vogal temática a:
    • Andar, nadar, falar etc.;
  • 2ª conjugação, para os verbos que possuem a vogal temática e:
    • Comer, receber, morrer etc.;
  • 3ª conjugação, para os verbos que possuem a vogal temática i:
    • Partir, abrir, decidir etc.

São as seguintes as regras para se formar o presente do indicativo para cada uma das conjugações dos verbos regulares:

  • 1ª conjugação

Eu     radical + –o          U+2192.svg       Eu and + o

Tu     radical + -as         U+2192.svg          Tu and + as

Ele    radical + -a          U+2192.svg         Ele and + a

Nós   radical + -amos   U+2192.svg          Nós and + amos

Vós   radical + -ais        U+2192.svg        Vós and + ais

Eles   radical + -am       U+2192.svg        Eles and + am

  • 2ª conjugação

Eu     radical + –o           U+2192.svg          Eu com + o

Tu     radical + -es         U+2192.svg          Tu com + es

Ele    radical + -e          U+2192.svg         Ele com + e

Nós   radical + -emos   U+2192.svg         Nós com + emos

Vós   radical + -eis        U+2192.svg         Vós com + eis

Eles   radical + -em      U+2192.svg          Eles com + em

  • 3ª conjugação

Eu     radical + –o           U+2192.svg         Eu part + o

Tu     radical + -es         U+2192.svg         Tu part + es

Ele    radical + -e          U+2192.svg        Ele part + e

Nós   radical + -imos    U+2192.svg          Nós part + imos

Vós   radical + -is          U+2192.svg         Vós part + is

Eles   radical + -em     U+2192.svg          Eles part + em

Embora as desinências às vezes (mas nem sempre) sejam as mesmas para os verbos irregulares, eles não podem se resumir à fórmula acima, uma vez que seus radicais sofrem variações leves, medianas ou profundas. Confira a conjugação do verbo irregular/anômalo “ir” no presente do indicativo:

  • Eu vou;
  • Tu vais;
  • Ele vai;
  • Nós vamos;
  • Vós ides;
  • Eles vão.

Perceba que, em todas as pessoas, o verbo “ir” apresenta mudanças profundas no radical na conjugação no presente do indicativo, o que faz ele ser considerado um verbo anômalo, pois as mudanças são demasiadamente profundas. Já no pretérito imperfeito do indicativo, o verbo volta à sua regularidade (mas varia, também, em outros tempos verbais).

Exemplos de verbos conjugados no presente do indicativo

  1. Chorar
  • Eu choro
  • Tu choras
  • Ele chora
  • Nós choramos
  • Vó chorais
  • Eles choram
  1. Olhar
  • Eu olho
  • Tu olhas
  • Ele olha
  • Nós olhamos
  • Vós olhais
  • Eles olham 
  1. Aprender
  • Eu aprendo
  • Tu aprendes
  • Ele aprende
  • Nós aprendemos
  • Vós aprendeis
  • Eles aprendem
  1. Sofrer
  • Eu sofro
  • Tu sofres
  • Ele sofre
  • Nós sofremos
  • Vós sofreis
  • Eles sofrem
  1. Discutir
  • Eu discuto
  • Tu discutes
  • Ele discute
  • Nós discutimos
  • Vós discutis
  • Eles discutem
  1. Invadir
  • Eu invado
  • Tu invades
  • Ele invade
  • Nós invadimos
  • Vós invadis
  • Eles invadem

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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