Reino Monera – O que é e Principais características

Os seres vivos podem possuir certas similaridades que os fazem serem agrupados em determinadas categorias – desde reinos, até espécies. A categoria de maior abrangência é chamada de reino, pois engloba justamente os seres vivos que possuem características semelhantes, porém com peculiaridades interessantes.

Em 1969, o pesquisador Whittaker propôs um sistema de classificação que até hoje é o mais utilizado e conhecido para separar os seres vivos. Embora tenham surgido outras classificações posteriormente, a de Whittaker é ainda a mais reconhecida.

Entenda mais sobre um dos 5 reinos dos seres vivos: o Reino Monera – o que é, quais são suas características, forma de reprodução e alimentação e outras informações importantes.

Reino Monera

O que é o Reino Monera?

Reino Monera é um dos cinco reinos de classificação dos seres vivos, sendo que esse é responsável por abrigar os mais elementares, isto é, aqueles que são bastante simples.

Atualmente, a denominação “Reino Monera” não é mais tão utilizada – a classificação ficou mais moderna e dividiu o reino em dois grupos: Arqueobactérias e Eubactérias.

De toda forma, o Reino Monera é aquele que é formado pelos organismos unicelulares (apenas uma célula) e procariontes (que não apresentam núcleo definido, isto é, têm célula procariótica). São eles:

  • Algas azuis ou cianofíceas (denominadas também de cianobactérias);
  • Bactérias.

Por serem procariontes, esses organismos não possuem membrana nuclear que envolve o material genético em uma série de organela, diferentemente do que acontece nas células de outros seres vivos.

Os procariontes são classificados com base no RNA e em outros aspectos, a fim de determinar se é uma Arqueobactéria ou Eubactéria. No primeiro caso, os procariontes, em geral, vivem em ambientes extremos, por exemplo, águas extremamente salinas, pântanos e tratos digestórios. Já o grupo dois é formado pelas colônias de células, isoladas ou agrupadas, que possuem uma membrana plasmática envolvendo o citoplasma gelatinoso – são as cianobactérias os membros desse grupo.

Reino Monera componentes

Para alguns cientistas, as Arqueobactérias seriam supostamente os descendentes dos primeiros seres vivos do planeta Terra. É claro que, nessa teoria, o próprio surgimento da vida se daria diferentemente da teoria tradicional, pois, enquanto a teoria aceita dita que a vida tenha surgido na superfície dos mares a partir de uma mistura de moléculas orgânicas, para esses cientistas, a origem seria nas fontes quentes do fundo do mar.

Independentemente disso, é curioso dizer que os primeiros fósseis encontrados na natureza foram de procariontes – microfósseis de cianobactérias, na Austrália, datados com 3,5 bilhões de anos, além de fósseis de bactérias, na África do Sul, com data estimada de 3 milhões e 100 mil anos.

Principais características do Reino Monera

Como comentado, o Reino Monera é o mais primitivo dos reinos e compreende os seguintes organismos: bactérias e cianobactérias.

Todos os seres que pertencem a esse reino possuem, como característica principal, a ausência de membrana nuclear que divide o material genético – assim sendo chamados de procariontes. Curiosamente, o Reino Monera é o único classificado como procarionte – o restante é eucarionte, pois os outros seres vivos têm membrana que divide a célula.

Os microrganismos do Reino Monera podem, ainda, ser divididos em:

  • Anaeróbios: são aqueles que não utilizam o oxigênio como fonte de produção de energia;
  • Aeróbicos: são aqueles que precisam do oxigênio para produzir energia.

Outro detalhe que distingue os seres vivos do Reino Monera são que alguns podem ser autotróficos ou heterotróficos. Os primeiros são aqueles que realizam fotossíntese ou quimiossíntese, isto é, não precisam se alimentar de matéria orgânica; ao contrário dos segundos, que têm na matéria orgânica sua fonte de alimentação.

monera

Cabe mencionar que a estrutura básica dos seres pertencentes ao Reino Monera possui:

  • Parede celular;
  • Membrana plasmática;
  • Citoplasma;
  • Ribossomos.

A existência de flagelos e fimbrias tem a finalidade de auxiliar na locomoção. Outra estrutura bem característica são os plasmídeos: trechos de DNA, dispostos em círculo.

No que tange à reprodução das bactérias, elas podem ser assexuadas ou sexuadas, mas, nessa última, a situação acontece por meio da conjugação bacteriana – em que o material genético das bactérias pode ser trocado uma pelas outras.

Basicamente, a reprodução das bactérias acontece por bipartição, isto é, por um mecanismo no qual um indivíduo, sobre divisão celular e de resultado, faz surgir dois indivíduos geneticamente idênticos.

O alto poder de reprodução das bactérias está associado às condições ambientais adequadas. Uma única célula pode originar milhares de outros clones, afinal, são todos geneticamente idênticos entre si.

Em condições ambientais desfavoráveis, as bactérias criam estruturas de resistência, como os esporos. Por ter a parede espessa e resistência ao calor, as bactérias conseguem sobreviver e aguardar até apresentarem condições favoráveis para repovoar o ambiente e reiniciar a reprodução.

Rafaela Cortes

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Revoltada por natureza, vê na comunicação uma oportunidade de extravasar a sua paixão por curiosidades, arte e conhecimento.

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