As Treze Colônias e a Formação dos Estados Unidos

Os Estados Unidos moderno surgiu pela formação de treze colônias estabelecidas pelos britânicos no território norte-americano. Ao longo dos séculos, essas colônias se desenvolveram, praticando atividades no comércio e na agricultura e, sobretudo, desenvolvendo um sentimento de “ser americano”.

Esse sentimento, aliado ao descontentamento com a exploração britânica, fez com que essas colônias se unissem no sentido de se separar da Coroa Britânica, em um movimento que acabou por dar origem aos Estados Unidos da América.

As primeiras tentativas de colonização

O primeiro núcleo de colonização inglesa na América do Norte foi fundada entre 1585 e 1587, na Ilha de Roanoke, por sir Walter Raleigh. No entanto, essa povoação desapareceu, possivelmente destruída pelas tribos indígenas da região. Após essa primeira tentativa, a colonização efetiva só começaria por volta de 1607.

Esse processo de tomada do território se deu de três formas: concessão de terras a companhias comerciais para exploração e implantação de colônias; doação de terras a famílias nobres ou da alta burguesia; e, por fim, colonização de terras por grandes grupos de peregrinos.

Formação das treze colônias

Entre 1607, com a fundação da colônia da Virgínia, e 1733, com a fundação de Georgia, uma grande leva de colonos chegou ao território vindo da Inglaterra. Esses indivíduos acabaram por fundar várias colônias, enquanto outras, fundadas por outros países, como Nova York (holandeses), foram tomadas. Ao final de 1733, já havia treze colônias sob administração da Coroa Britânica.

Essas colônias foram divididas, por sua localização, em três grandes blocos:

  • As Colônias do Norte (Nova Inglaterra)
    • Província de New Hampshire;
    • Província de Massachusetts;
    • Colônia de Rhode Island;
    • Colônia de Connecticut.
  • As Colônias Centrais
    • Província de Nova Iorque;
    • Província de Nova Jérsei;
    • Província de Pensilvânia;
    • Colônias de Delaware.
  • As Colônias do Sul
    • Província de Maryland;
    • Colônia de Domínio da Virgínia;
    • Província da Carolina do Norte;
    • Província da Carolina do Sul;
    • Província da Geórgia.

Todas essas colônias tiveram que enfrentar os indígenas da região para poder se estabelecer em seus respectivos territórios. Com o tempo, parte das tribos locais se tornou aliada dos colonos, aproveitando-se do apoio deles em guerras contra outras tribos inimigas.

Características das colônias

As colônias eram bem diferentes entre si, desenvolvendo atividades de acordo com as características encontradas em cada território. Confira, a seguir, as principais colônias fundadas e seus atividades.

Nova Inglaterra

Na Nova Inglaterra, as condições climáticas eram praticamente as mesmas encontradas na Inglaterra, de modo que não era possível produzir nada de diferente ali que também não pudesse ser produzido na metrópole. Dessa forma, os colonos se dedicaram à pesca e à captura de baleias.

Apesar da mão de obra ser predominante assalariada, existiam africanos escravizados que faziam os trabalhos domésticos. Alguns eram livres, mas ainda assim tratados de forma inferior a uma pessoa branca. O pouco interesse dos ingleses na região permitiu uma certa liberdade religiosa e política entre as pessoas, algo que não se repetiu da mesma forma nas outras colônias.

Colônias Centrais

Nas colônias centrais, o clima mais favorável ao cultivo possibilitou o desenvolvimento de uma agricultura voltada tanto para o mercado interno quanto externo. Posteriormente, atividades comerciais e manufatureiras assumiram grande importância econômica. Assim como no norte, o trabalho escravo convivia com a mão de obra livre e assalariada.

Colônias do Sul

Por conta de sua localização geográfica e de seu clima, as Colônias do Sul se voltaram para o plantio de produtos tropicais de exportação, muito apreciados na Europa, tais como tabaco e algodão. A Virgínia se tornaria um grande exportador desses produtos.

A maioria da produção era feita em grandes propriedades sob regime de escravidão, em um sistema muito semelhante ao da produção de cana-de-açúcar nas colônias portuguesas.

Embora essas colônias funcionassem de maneira independente entre si, o fato de a Coroa Britânica não exercer forte controle na produção e no funcionamento dessas regiões permitiu que, com o tempo, surgisse um sentimento de pertencimento àquela terra entre os colonos, fazendo com que estes se sentissem mais “americanos” do que ingleses. Tal sentimento seria fundamental para fortalecer o desejo de independência das colônias.

Independência dos Estado Unidos

A situação mudou no século XVIII. No período entre 1750 e 1774, o governo britânico passou a controlar de perto tudo que acontecia nas colônias, implementando uma série de medidas consideradas impopulares pela população, e que afetavam diretamente a economia das colônias.

Em 1774, representantes de todas as colônias se reuniram no Primeiro Congresso Continental, que resultou em um documento pedindo à Coroa Britânica o fim de determinadas medidas. Um segundo congresso deu origem a um exército sob comando de George Washington, um importante fazendeiro que já liderava algumas milícias armadas.

Sem acordo, o conflito teve início em 1775, estendendo-se até 1783, quando foi assinado, em Paris, o tratado no qual o Reino da Grã-Bretanha reconhecia formalmente a independência dos Estados Unidos.

Umberto Oliveira

Bacharel em História pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

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