Para mim ou para eu? Significado e Exemplos

Para mim e para eu são duas expressões que enganam e geram muito erros na comunicação verbal e escrita. O motivo é simples: nem todo mundo sabe como utilizá-las corretamente.

E, afinal, diz-se para mim ou para eu? A resposta, acredite, é depende. Antes de esclarecer essa questão, é importante deixar claro que ambas as expressões existem na língua portuguesa, portanto, não estão erradas.

Só há erro envolvendo essas expressões quando elas são mal-empregadas na oração, o que geralmente acontece por falta de conhecimento da gramática do português.

Tomando a expressão “para mim” como exemplo, “mim” é um pronome pessoal oblíquo tônico e costuma assumir a função de objeto indireto nas orações, sempre precedido por uma preposição, nesse caso, “para”.

O objeto direto trata-se de um complemento verbal, ou seja, ele tem o papel de completar o sentido de verbos transitivos que por si só não fornecem a informação completa.

Em outras palavras, se não existisse o objeto indireto a sentença teria seu sentido prejudicado, comprometendo a mensagem que se quer transmitir à pessoa a quem se dirige.

Já no caso de “para eu”, “eu” é um pronome pessoal reto, que sempre exerce a função de sujeito da oração, vindo acompanhado de um verbo no infinitivo (com terminação -ar, -er e -ir, por exemplo).

Portanto, para saber como aplicar corretamente essas expressões, será preciso parar, analisar a oração e verificar se é necessário utilizar um objeto indireto (para mim) para dar completude à sentença ou um sujeito para o verbo apresentado (para eu).

Para mim ou para eu

Significado de “para mim”

“Para mim” é o objeto indireto da oração, tendo como função completar o verbo para que o enunciado possa ser compreendido e a mensagem realmente passada ao receptor. Veja estes exemplos de aplicações da expressão:

  • João deu o presente para mim;
  • Maria fez um favor para mim;
  • Sorriu para mim e acenei em retorno;
  • Ela ligou para mim;
  • Perguntou para mim se iria à festa.

Significado de “para eu”

“Para eu” sempre exerce a função de sujeito da oração, por conta do pronome pessoal reto “eu”. Dessa forma, sempre virá acompanhado de um verbo, neste caso, no infinitivo, como nos exemplos a seguir:

  • Pediu para eu fazer o trabalho;
  • Disse para eu ler atentamente as regras do jogo;
  • Falou que este momento é bom para eu aprender sobre política;
  • Veja se já algo errado para eu corrigir;
  • Maria mandou mensagem para eu ir encontrá-la.

Quando usar para mim e para eu

A melhor forma de estabelecer se para mim ou para eu deve ser utilizada é analisando a sentença, e verificar se ela pede um objeto indireto (para mim) ou um sujeito (para eu).

Para isso, há algumas dicas básicas que ajudam a escolher a opção correta a ser empregada:

  • Para mim: além de ser objeto indireto, a expressão não costuma vir acompanhada de verbos. Não existe, por exemplo, “para mim fazer”, “para mim ir” ou “para mim comer”. Basta lembrar-se que “mim” não conjuga verbo;
  • Para eu: além de ser sujeito da oração, a expressão sempre vem acompanhada de um verbo no infinitivo. Portanto, se a oração apresentar um verbo assim, “para eu” é a opção correta a ser adotada.

Teste

Escolha entre para mim e para eu e preencha corretamente as lacunas, abaixo:

  1. a) ______, está mentindo desde que chegou.
  2. b) Disse que não se importava em trazer comida ______.
  3. c) Demorou uma eternidade _______ chegar à festa.
  4. d) Passou alguns exercícios ______ fazer.
  5. e) Pediu ______ cantar músicas de ninar.
  6. f) Contou que ligou ______, mas não atendi.
  7. g) Gostaria de comprar algo de presente _______.
  8. h) João indicou alguns livros _______ ler.
  9. i) Não aguenta fazer nada ______. Portanto, sobrou este trabalho _____ terminar.

Respostas

  1. a) Para mim.
  2. b) Para mim.
  3. c) Para eu.
  4. d) Para eu.
  5. e) Para eu.
  6. f) Para mim.
  7. g) Para mim.
  8. h) Para eu.
  9. i) Para mim / Para eu.

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e pós-graduanda em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.

1 comentário

  • Parabéns Rafaela Mustefaga!
    muito útil os exemplos mencionados a cima !

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