Quais as consequências do aquecimento global?

O aquecimento global é um fenômeno cuja característica principal é o aumento da temperatura média global da atmosfera da Terra, bem como de seus oceanos. Isso ocorre devido ao acúmulo dos gases de efeito estufa, gerados pela poluição produzida pela humanidade.

Tais gases presentes em profusão na atmosfera bloqueiam o calor que é enviado pelo sol, fazendo com que ele permaneça preso na superfície do planeta, o que provoca o aumento da temperatura da Terra. Esse fenômeno tem uma série de consequências que vai trazer ao mundo inúmeros problemas, os quais apresentamos a partir de agora, no Gestão Educacional.

[CONFIRA TAMBÉM: O QUE É O EFEITO ESTUFA?]

Aumento do nível do mar

Segundo o Greenpeace, a elevação da temperatura média global aumentará também o nível global das águas no mar, entre nove e 88 centímetros, nos próximos 100 anos, muito por conta da emissão de gases do efeito estufa. Isso deverá ocorrer por conta do degelo das calotas polares, tanto no Ártico quanto na Antártida, além da chamada expansão térmica dos oceanos, devido justamente ao aquecimento do planeta, que faz com que a água se expanda à medida que aquece. Isso pode fazer com que sumam ilhas e trechos de costas de países.

Desertos cada vez maiores

Com o aumento da temperatura média do planeta, provavelmente inúmeras espécies de plantas e animais morrerão, o que deverá causar o desequilíbrio de inúmeros ecossistemas. Esse fato, aliado ao desmatamento – que tem sido contínuo e crescente a cada ano que passa, em especial nas florestas tropicais da África e do Brasil -, acabará por provocar o surgimento do que os ambientalistas chamam de áreas desérticas, onde hoje são habitáveis e com água. Além disso, lugares que já são desertos deverão aumentar de tamanho ao longo do tempo.

[CONFIRA TAMBÉM: O QUE É UM ECOSSISTEMA?]

Destruição de habitats marinhos

Por falar no desequilíbrio de ecossistemas, o aumento da temperatura da Terra tem influenciado toda a cadeia alimentar marinha. Um exemplo disso é o fitoplâncton que alimenta crustáceos como o krill e cresce abaixo do gelo do mar. Com a diminuição das geleiras, cairá a produção de krills, que são alimentos de várias baleias, incluindo as de grandes dimensões.

Sem os bancos de gelo do oceano ao redor da Antártida, por exemplo, muitas baleias poderão morrer, afetando o ecossistema. Além disso, o simples fato de aumentar a temperatura já é condição para diversas espécies de peixes morrerem, já que muitos não conseguirão sobreviver em águas mais quentes, afetando, inclusive, a vida do homem.

Diminuição de micro-organismos que produzem oxigênio

O fitoplâncton também tem uma importância direta e muito grande para a espécie humana. Ele é responsável por 98% do oxigênio de toda a atmosfera. Ou seja, sem ele, não há condições de ter vida humana no planeta. Estudo da revista Nature informaram que ocorreu uma forte queda na quantidade de fitoplânctons nos mares, no século XX. A falta dele provoca a diminuição na produção de oxigênio por esses seres microscópicos, podendo trazer sérios riscos ao homem, afinal, sem oxigênio, a vida humana é impossível.

Crescimento de catástrofes climáticas

Com a elevação da temperatura do planeta, é comum que a evaporação das águas dos oceanos aumente em número e intensidade, o que propicia o aumento de tufões, furacões e ciclones em várias partes do mundo. Acompanhada a isso, há maior ocorrência, também, de enchentes em determinados locais, cada vez mais destrutivas, enquanto que em outros locais poderá assolar um clima cada vez mais seco.

Grandes ondas de calor

Regiões do planeta que historicamente oferecem temperaturas amenas já estão sofrendo com o aumento do calor, em especial no verão – por exemplo, já é muito comum temperaturas que passam facilmente dos 40 ºC em países da Europa, tradicionalmente acostumados com um clima mais fresco. Essas ondas de calor têm provocado um crescimento no número de mortes de pessoas que não aguentam essas altas temperaturas, em especial crianças e idosos.

Queda na produção de alimentos

Estudos feitos por cientistas a partir das considerações do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) indicam que o aumento da temperatura em 2 ºC ou mais poderá afetar a produtividade da agricultura, com impactos mais severos a partir da segunda metade desse século. Algumas culturas poderão sofrer uma maior variação em seu rendimento durante o ano, em determinadas regiões, podendo trazer prejuízos diversos a agricultores que dependem da produção para sobreviver.


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