Arte egípcia – O que é? Arquitetura, Escultura e Pintura

Dá-se o nome “arte egípcia” à variedade de pinturas, esculturas, projetos arquitetônicos e de paisagismo, joalherias, produtos têxteis, peças de cerâmica e vestimentas produzidos no Antigo Egito, na região do Vale do Nilo, no período entre 2649 a.C. e 1070 a.C. Esta foi a época do Egito faraônico, ou seja, período em que o Egito foi governado pelos faraós, considerados representantes dos Deuses na Terra.

Ficou interessado? Pois confira, neste artigo do Gestão Educacional, um pouco mais a respeito da arte egípcia!

O que é arte egípcia?

As obras de arte egípcias representavam especialmente conceitos políticos, sociais e, principalmente, espirituais, uma vez que grande parte das obras remetem a temas religiosos, como a transição entre a vida terrena e a vida espiritual, no pós-morte.

Essa relação entre arte e religião pode ser notada nos túmulos e templos destinados aos faraós e àqueles mais próximos a eles. As pinturas, esculturas e peças de cerâmica ajudavam a adornar estes locais — e a guiar o espírito do morto do outro lado da vida.

Um detalhe interessante de se ressaltar é a padronização da arte egípcia, que pouco mudou ao longo dos três milênios de existência, graças à sistematização da maneira de se representar as figuras que retratavam. Não havia a figura do “artista” como conhecemos hoje: as obras não eram assinadas e havia pouca variação entre as obras do artista X e Y (graças à padronização já mencionada, que não dava muito espaço para experimentações).

Arquitetura egípcia

A arquitetura egípcia é mais conhecida por templos, tumbas e pirâmides.

As tumbas tinham o intuito de abrigar o corpo após a morte e protegê-lo de possíveis profanações, pois os egípcios acreditavam que os mortos poderiam sofrer caso seus corpos fossem profanados. Nelas eram colocados objetos e obras de arte que guiassem o corpo no pós-vida, como o famoso “Livro dos Mortos”, uma coletânea de feitiços, orações, hinos etc., que ajudava os mortos em sua viagem para o Além. Eram compostas por duas partes distintas: a câmara funerária, onde o corpo ficava, e um templo, onde os vivos podiam realizar oferendas aos mortos.

As famosas pirâmides eram túmulos destinados a abrigar os corpos dos faraós. Elas foram originadas a partir das “mastabas”, túmulos mais elaborados destinados aos integrantes das castas mais altas da hierárquica egípcia, que evoluíram para as pirâmides.

Os templos, por sua vez, eram destinados a cerimônias religiosas e eram adornados com esculturas e pinturas que ajudavam nas cerimônias.

Escultura egípcia

A escultura egípcia também era usada especialmente para adornar templos e câmaras mortuárias. Elas representavam divindades mitológicas, pessoas importantes ou pessoas comuns envolvidas em alguma tarefa e os próprios faraós. Quando colocada em túmulos, a escultura representando o dono do túmulo é proporcionalmente maior.

Embora algumas pendessem para o realismo, as figuras humanas eram representadas geralmente sem expressão alguma, e em poses rígidas, em pé, frequentemente com a perna esquerda um pouco mais à frente que a direita, embora também fossem comuns esculturas sentadas ou agachadas, ou até mesmo esculturas apenas do busto e da cabeça.

O tamanho das esculturas também variava, indo de pequenas a grandes. É impossível tratar de escultura egípcia sem lembrar das grandes esfinges, representando um corpo de leão com o rosto de um faraó.

Pintura egípcia

A pintura também servia especialmente para adornar templos e túmulos e eram realizadas nas próprias paredes, com técnicas de fresco ou relevo, e acompanhavam textos. As figuras humanas retratadas seguem geralmente o seguinte padrão: o rosto e os pés de perfil e o restante do corpo, incluindo-se os olhos, de frente ao observador. As pinturas não tinham tridimensionalidade nem contavam com sombreamento.

As cenas representadas eram cenas do dia a dia, como caças, pescas, cerimônias, banquetes, danças etc., que contavam um pouco da vida da pessoa a quem o túmulo era destinado ou representavam as ações dos deuses. Da mesma maneira que na escultura, as figuras mais importantes, como o faraó, eram maiores.

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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