O que é escultura? Quando e onde surgiu? Características

A escultura é uma das mais antigas e duradouras formas de arte. Sendo considerada o 4.º tipo de arte, a escultura consiste basicamente na representação tridimensional, por meio da utilização de algum material, tal como o mármore ou a pedra, e de alguma técnica, como a cinzelação ou a modelação.

Saiba o que é, quais as suas características, quando e onde surgiu e mais neste artigo sobre a escultura. Só aqui, no Gestão Educacional!

O que é escultura?

A escultura é a arte de esculpir materiais brutos, tais como mármore, pedra, metal, madeira, argila, gesso, cera, plástico etc., com o intuito de se representar tridimensionalmente alguma figura, objeto ou forma significativa. Para tanto, diversas técnicas podem ser aplicadas, como a cinzelação (em que se “cava” parte do material com a ajuda de um cinzel), a modelação (em que se acrescenta material até que se forme a figura desejada), a fundição (quando se despeja metal quente em um molde a fim de que ele seque conforme a forma do molde) etc.

Embora os materiais citados tenham sido os mais utilizados ao longa da história, hoje em dia, a tendência é a de que qualquer material possa ser usado para se esculpir, indo desde gelo, passando por tipos de tecidos que, costurados, representam algo tridimensionalmente, até alimentos, como manteiga.

Além disso, embora o corpo humano tenha sido um dos principais temas da escultura, com o advento das vanguardas modernistas, temas pouco convencionais passaram a ser válidos, inclusive as de esculturas que não representam nada em especial (a chamada arte não-representativa ou abstrata).

Isso graças à pluralidade de técnicas, estilos, materiais, propósitos etc., o que faz com a escultura, assim como as demais manifestações artísticas, seja subjetiva, com os artistas tendo liberdade na hora da criação, tornando-a de difícil definição/classificação.

Uma coisa, entretanto, não se pode negar: uma característica primordial da escultura, até o momento, ao menos, é a necessidade de se lidar com a tridimensionalidade espacial, seja ela real ou virtual (no caso das artes digitais), seja a escultura representativa ou não, seja ela capaz de despertar sentimentos ou não.

Essa tridimensionalidade se dá pelo volume, pela altura e pela profundidade da escultura, que, para existir, portanto, exige que o material utilizado tenha massa e que ele seja disposto em algum lugar do espaço.

Quando e onde surgiu a escultura?

É difícil precisar quando a escultura surgiu. Sabe-se, porém, que ela vem sendo utilizada desde o chamado Paleolítico Superior, com nossos ancestrais produzindo figuras tridimensionais representativas em pedra, especialmente representando a forma humana, como a Vênus de Hohle Fels (entre 40.000 e 35.000 a.C.), embora esta já seja do período Paleolítico Inferior.

A escultura esteve presente ao longo de toda a história — e em todas as civilizações. Ela foi bastante significativa na Mesopotâmia, no Antigo Egito e na Grécia Antiga, sendo incorporada, então, na cultura romana e posteriormente servindo de inspiração para o Renascimento cultural, que contou com grandes nomes da escultura como Michelangelo (1475-1564).

A escultura e a sua relação com outras formas de arte

A escultura tem uma relação muito próxima com as demais formas de arte, especialmente com a arquitetura e a pintura. Isso porque, por muitos séculos, as esculturas foram concebidas especialmente para compor, junto com as pinturas, obras arquitetônicas.

Um bom exemplo é a relação entre escultura e arquitetura na Arte Hindu, em que os templos hinduístas são ornamentados com diversas esculturas, geralmente representando a divindade à qual o templo é dedicado, ou na Arte Gótica, com elas sendo incorporadas às próprias fachadas e aos portais das grandes catedrais.

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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