Artesanato – O que é? Características e Desafios nos Dias Atuais

O artesanato é uma técnica manual de produção de objetos com alto valor cultural e artístico. Geralmente produzido em família, as formas e os materiais utilizados variam de região para região.

Atualmente, a produção de artesanato enfrenta a industrialização e a economia de mercado, que muitas vezes coloca em risco a sobrevivência da prática.

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Artesanato: o que é?

O artesanato é uma técnica manual de objetos feitos de matéria-prima natural. Ele existe desde que o homem é homem. Isso porque, já nos primórdios, o homem passou a perceber que poderia, com a ajuda das mãos, criar utensílios e objetos que lhe seriam úteis em seu dia a dia.

Com o passar do tempo, o artesanato passou a ganhar valor artístico, sendo considerado uma manifestação erudita, popular e folclórica.

Já hoje em dia, o artesanato está intrinsecamente relacionado à chamada cultura popular, uma vez que consiste, justamente, na utilização das mãos para a produção do objeto artístico, resistindo contra a industrialização.

Além disso, é frequentemente associado à produção familiar. Isso porque é uma prática que geralmente corre de geração em geração. Para tanto, dispõe-se ou da própria casa ou de uma pequena oficina, dedicada exclusivamente à produção, com os próprios familiares responsáveis por todo o processo.

Alguns das matérias-primas naturais mais utilizadas para a confecção das peças são a argila, o barro, o couro, a madeira, a pedra, as folhas etc. Cada região tem os próprios materiais mais usados e os estilos empregados.

Os objetos produzidos também são variados, indo desde a cerâmica até a produção de instrumentos musicais, variando, também, de região para região. Fato é que, especialmente no Brasil, é o sustento de muitas famílias que vivem da prática.

Aqui no país, as peças mais produzidas são os bonecos de barro, muito comuns no Nordeste, e os entalhes de madeira, representando figuras e objetos diferentes. Na América Latina, como um todo, ainda é muito forte a produção de artesanato indígena, especialmente de cestas e colares, feitos de arte plumária e trançado de fibras, sendo uma das principais formas de sustento das aldeias indígenas ainda existentes.

Nos dias de hoje, cresceu a prática de reciclagem sustentável, feita a partir de objetos descartados, produtos recicláveis e lixo, no geral, juntando a manifestação artística com a preocupação com o meio ambiente.

Desafios do artesanato nos dias de hoje

Atualmente, quem vive do artesanato enfrenta uma série de desafios, especialmente decorrentes da industrialização e da economia de mercado. É difícil para as famílias que do artesanato vivem concorrer com a produção em larga escala das indústrias.

Muitos, que não reconhecem o valor cultural e o esforço empregado na criação do objeto, podem pensar: “por que pagarei tantos reais por um cesto se eu posso comprar um de plástico pela metade do preço?”. Especialmente levando-se em consideração que, diferente do produto feito em fábrica, é possível que o produto proveniente do artesanato seja mais fraco e, possivelmente, com imperfeições, que podem, no olhar do consumidor, ser interpretados como defeito, desconsiderando a carga sentimental e cultural do produto.

Além disso, quando comparadas, a velocidade de produção do artesanato é muito menor em comparação à produção de fábricas, o que também torna a competição desleal. O mercado frequentemente exige um ritmo de produção que é humanamente impossível atender, especialmente em se tratando de uma produção totalmente manual.

Referências utilizadas neste conteúdo: FARTHING, Stephen. Tudo sobre arte. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2010.http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/Artesanato__Cinco_Pontos_para_Discussao.pdf
Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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