Guerra do Vietnã – O que foi? Motivos, Consequências e Fim do Conflito

A Guerra do Vietnã teve seu início em 1 de novembro de 1955, quando o Vietnã do Sul passou a combater uma célula de guerrilheiros da FNL. Esses guerrilheiros, apoiados pelo Vietnã do Norte, eram comunistas e estavam descontentes com o violento e corrupto governo sul vietnamita.

No entanto, em pleno auge da Guerra Fria, os Estados Unidos passaram a apoiar a ditadura do Vietnã do Sul, juntamente com Coreia do Sul, Austrália, Tailândia e outros aliados anticomunistas. Enquanto que os guerrilheiros da FNL eram apoiados por Vietnã do Norte, União Soviética, China e aliados comunistas. A guerra só teve fim em 1975, com a tomada da cidade de Saigon, pelo Vietnã do Norte, e a derrota dos Estados Unidos.

Motivos da Guerra do Vietnã

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Anteriormente, todo o território do Vietnã, além de Laos e Camboja, era chamado de Indochina e se tratava de uma colônia francesa. No entanto, a partir de 1930, e com a invasão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial, cresce o desejo de independência da população.

Tal fato culminou com a saída dos franceses e a assinatura do Acordo em Genebra. A região foi dividida em quatro países. Dá-se origem ao Laos, Camboja, Vietnã do Norte (comunista) e Vietnã do Sul (capitalista).

Desde então, os nortistas demonstraram a intenção de unificar o Vietnã. Eles pretendiam realizar esse intento por meio de um plebiscito. No entanto, os Estados Unidos, temendo o avanço do comunismo, apoiaram um golpe de estado juntamente com Ngo Dinh Diem, em 1955, dando origem ao conflito.

Evolução da guerra e fim do conflito

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Em 1959, guerrilheiros comunistas, estabelecidos no Sul, atacam uma base norte americana. Isso leva a serem combatidos pelo exército do Vietnã do Sul. Posteriormente, os nortistas se tornaram conhecidos como vietcongs. Apoiados pela governo norte vietnamita de Ho Chi Minh, oficializaram, em 1960, a Frente de Libertação Nacional (FNL).

Em 1963, o ditador Diem é assassinado e o governo do Vietnã do Sul se torna ainda mais instável. Esse fato força os EUA a enviarem tropas para a região, a fim de conter uma possível expansão comunista.

Os soldados norte-americanos apostavam em tecnologia, recursos aéreos e armas químicas. Mas, os vietcongs tiveram mais sucesso com sua tática de guerrilha, emboscadas e conhecimento do território.

No fim da década de 60, ocorre a Ofensiva Tet. Os norte vietnamitas invadem 36 cidades do Vietnã do Sul e, por algumas horas, a embaixada dos EUA em Saigon é tomada.

Já no início de 70, ocorreram diversos protestos populares reivindicando o fim da participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, sendo esse um dos fatores que levaram os EUA a assinarem o Acordo de Paris, para o cessar fogo, em 1973. A partir daí, dá-se início à retirada de tropas americanas do Vietnã.

Apesar do cessar fogo, os vietcongs voltam a atacar, em 1974. Já em 27 de abril, os guerrilheiros iniciam o cerco a Saigon, provocando a retirada urgente e desesperada de militares e civis da região. A guerra teve seu fim em 30 de abril de 1975, com a tomada de Saigon pelos norte vietnamitas. Em 1976, a unificação de Norte e Sul se torna completa e o território passa a se chamar República Socialista do Vietnã.

Consequências

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As consequências da guerra foram enormes. Os números são imprecisos, mas estima-se que 4 milhões de vietnamitas e, aproximadamente, 60 mil soldados norte-americanos morreram na guerra – acrescenta-se a isso soldados de países aliados.

Em razão da intensidade do conflito, a guerra atingiu os países do Laos e Camboja. Nesses locais, geraram a morte de 2 milhões de cidadãos. Também, acredita-se que cerca de 2 milhões de vietnamitas tenham fugido do país em razão do conflito.

Outra consequência desastrosa foi a utilização, pelos EUA, de armas químicas, como o Napalm e o Agente laranja. Esse último, causou a contaminação de extensas áreas do Vietnã. Em razão da sua toxicidade, o ato provocou danos visíveis até hoje, sendo o responsável pelo alto número de casos de doenças de pele, más-formações, câncer e outros problemas graves.

Atualmente

Após o fim do conflito, o Vietnã passou por uma grave crise. Principalmente em razão dos embargos comerciais sofridos. Somente em 1995 as relações com o EUA foram retomadas. E, em 2013, um acordo foi selado, aquecendo o comércio bilateral.

Atualmente, o crescimento do Vietnã impressiona. E tudo se deve ao liberalismo econômico pelo qual o país passou, apesar de ainda existir o autoritarismo político próprio do regime comunista.

Rafaela Cortes

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Revoltada por natureza, vê na comunicação uma oportunidade de extravasar a sua paixão por curiosidades, arte e conhecimento.

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