História da África – Principais Acontecimentos e Datas

Estudar e entender o continente africano é, para os historiadores, uma tarefa das mais árduas. Trata-se de um vasto continente, com uma variedade imensa de culturas e costumes, provenientes dos vários povos que lá habitaram ao longo do tempo.

Em termos históricos, o estudo da África é fundamental, pois foi lá que floresceu a primeira grande civilização da história, e foi lá também que a jornada do homo sapiens (a nossa jornada) começou.

Qual a história da África?

História da África é a disciplina que, dentro do ramo científico da História, estuda o continente africano. Essa disciplina costuma dividir o estudo do continente em marcos específicos, que ajudam o historiador a entender as características e a importância de cada período dentro do panorama geral do continente.

O berço da humanidade

Um enorme continente banhado pelo Oceano Atlântico, pelo Mar Mediterrâneo e pelo Oceano Índico, a África é conhecida como o berço da humanidade. Os mais antigos fósseis de hominídeos foram encontrados nesse continente e têm cerca de cinco milhões de anos. Esse tipo de hominídeo, lentamente, evoluiu para formas mais avançadas, tais como o Homo habilis e o Homo erectus. Finalmente, por volta de 200.000 anos, surge o Homo sapiens, última espécie da linhagem homo e a única restante.

Civilização egípcia

Os egípcios foram um dos primeiros povos a formar uma sociedade avançada e complexa, cuja origem remonta aproximadamente 5.000 a.C. A partir de aproximadamente 3.000 a.C, essa civilização começou a atingir um notável desenvolvimento. Os egípcios foram responsáveis por vários avanços na matemática, medicina e agricultura, sem contar a construção das Grandes Pirâmides, um feito de engenharia tão notável para a época que até hoje não se sabe exatamente como foi seu processo de construção.

Em 332 a.C, o Egito foi conquistado por Alexandre, o Grande, rei da Macedônia. Lá, ele construiu uma grande cidade batizada com seu nome, Alexandria, famosa por sua imensa biblioteca e por ser o local onde ficava o Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Com sua morte, o Egito foi dominado por Ptolomeu, um dos principais generais de Alexandre, que iniciou uma dinastia que duraria mais de 300 anos, e da qual a famosa Cleópatra fez parte. Em 30 a.C, o Egito se tornou uma província romana.

Conquista árabe

A partir do século VII, povos de origem árabe começam a ocupar a porção norte do continente africano, fundando vários califados e chegando a conquistar, até mesmo, a Península Ibérica, em 711 d.C. Essa movimentação deixou raízes profundas e permanentes na região. Até hoje, os países norte-africanos utilizam o idioma árabe e seguem a religião islâmica.

África negra

A porção centro/sul do continente africano abrigava uma população que englobava várias etnias diferentes, com línguas, culturas e costumes distintos. Grandes reinos surgiram, como Canem, Ghana e Songhai.

Durante boa parte da história, esses grupos tiveram suas especificidades deixadas de lado por parte dos europeus, sendo tratados como se fossem um grupo homogêneo, sobretudo por conta da cor de pele.

Colonização europeia

A partir do século XVI, começa um lento processo de colonização africana, com vastos territórios sendo disputados e divididos entre as potências europeias. A mão de obra escrava, impulsionada pelo estabelecimento de colônias nas Américas, foi o principal interesse das nações europeias até meados do século XIX, quando entrou em declínio, obrigando os europeus a buscar outras formas de explorar economicamente as colônias.

As culturas africanas foram, em grande parte, substituídas pela cultura europeia. Vários países africanos têm como língua o francês, o inglês e o português, e muitos adotaram a religião cristã.

Os dilemas desse período são discutidos até hoje. A colonização impediu, em alguns casos, e foi grande empecilho em outros, que o continente africano se desenvolvesse economicamente, gerando uma forte ligação entre colônia e metrópole, que pode ser vista ainda hoje, sobretudo nas ex-colônias francesas. Além disso, as fronteiras dos países africanos atuais, fruto, em grande parte, da partilha territorial entre europeus, não tem relação com fronteiras naturais ou geográficas, e não leva em consideração fatores étnicos, o que gera conflitos em vários países que, muitas vezes, transformam-se em violentas guerras civis.

Conclusão

Durante muito tempo, os estudos sobre a história da África ficaram em segundo plano, mas, recentemente, uma nova leva de historiadores tem se debruçado sobre o continente, pesquisando temas de vital importância para a história, não só da África, mas também do Brasil, visto a forte relação que nossa história tem com as terras do outro lado do Atlântico.

Umberto Oliveira

Bacharel em História pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

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