Grécia Antiga – Formação, Os 5 Períodos e Legado

O período grego que chamamos de antigo vai de aproximadamente 1.100 a.C. até a transformação da Grécia em uma província romana, em 146 a.C.

Os historiadores costumam dividir a história da Grécia Antiga em cinco grandes períodos: Pré-Homérico, Homérico, Arcaico, Clássico e Helenístico.

Período Pré-homérico

A Grécia Antiga foi formada, sobretudo, pela junção de quatro povos: Aqueus, Eólios, Jônios e Dórios. Esses povos chegaram ao território em uma sucessão de invasões, entre 2.000 e 1.200 a.C.

O território no qual esses povos viviam era chamado de Hélade, e não se limitava somente a atual Grécia, uma vez que eles estabeleceram colônias pelo sul da Itália e França e, sobretudo, na região da Ásia Menor, atual Turquia. O termo grego só surgiu séculos depois, pois era a maneira como os romanos se referiam a esses povos. Na verdade, os gregos se chamavam entre si de helenos.

Período Homérico

Esse período, que vai de aproximadamente 1.100 a 800 a.C., é marcado pela decadência dos aqueus, até então potência dominante na Grécia, devido a lutas internas e à invasão de um povo estrangeiro, muito provavelmente os Dórios.

Esse momento da história é marcado pela queda no conhecimento da escrita, que quase se perdeu, e só seria retomado no final do período. Outro fator que pode ser apontado foi a diminuição populacional, cujas razões não são conhecidas de forma exata. É no final desse período que surgem obras como a Ilíada e a Odisseia.

Período Arcaico

O Período Arcaico vai de aproximadamente 800 a 500 a.C. É o momento da formação das polis, as cidades gregas. Cidades como Atenas, Esparta, Corinto e Tebas, entre outras, vão se desenvolver neste período.

A colonização grega se expande, e verifica-se um aumento da população, do progresso econômico e das atividades ligadas ao comércio e à produção. Surge o alfabeto fonético, e, em 776 a.C., são disputados os primeiros Jogos Olímpicos.

Período Clássico

Vai de aproximadamente 500 a 338 a.C., e é fortemente marcado pela rivalidade entre Atenas e Esparta, nesse momento as duas cidades mais poderosas da Grécia. Os espartanos viviam em uma sociedade militarista, que valorizava a autoridade, a ordem e a disciplina. Atenas, por sua vez, estava mais interessada no comércio e na cultura, e passou por várias formas de governo até chegar na democracia.

As duas lutam juntas contra o Império Persa na Segunda Guerra Médica, mas também lutam uma contra a outra em inúmeras batalhas, sendo a principal, a Guerra do Peloponeso.

Período Helenístico

As constantes lutas entre as cidade-estado gregas, sobretudo entre Atenas e Esparta, deixaram a Grécia enfraquecida. Após derrotar Atenas na Guerra do Peloponeso, Esparta foi derrotada por Tebas. Dessa forma, os macedônios, um povo grego que vivia ao norte da Grécia, aproveitou a oportunidade para se impor frente às demais cidade-estado.

 Em 338 a.C., na Batalha de Queroneia, os macedônios derrotam uma coligação de cidades gregas, tornando-se o poder dominante daquela região. Ao lado do rei macedônico estava seu filho, o futuro Alexandre, o Grande.

A conquista macedônica dá início ao chamado Período Helenístico, marcado pela helenização, termo utilizado para descrever a difusão da cultura da Grécia Antiga e, em menor escala, do seu idioma, em um processo que se seguiu às campanhas de Alexandre.

Como resultado, elementos de origem grega se combinaram, de diversas maneiras e intensidades, com elementos locais, formando o que recebe o nome de helenismo.

O período Helenístico se encerra com a transformação da Grécia em uma província romana, em 146 a.C.

O legado da Grécia Antiga

A cultura da Grécia Antiga é considerada a base cultural da civilização ocidental. Os gregos influenciaram sobremaneira os romanos, que, por sua vez, se encarregaram de repassá-la a diversas partes da Europa.

A Grécia Antiga também teve grande influência na política (surgimento dos conceitos de cidadania e democracia), na filosofia e na história, nas ciências (desenvolvimento da matemática, geometria, mecânica, astronomia, entre outras), nas artes (importantes registros de literatura, música, teatro, etc.) e na arquitetura.

Também fizeram grandes avanços no campo da medicina, sobretudo com Hipócrates, um médico do período clássico que é considerado uma das figuras mais marcantes da história da medicina. Não à toa, Hipócrates é conhecido como o “pai da medicina”.

Umberto Oliveira

Bacharel em História pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

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