Siri – Características físicas, Comportamento, Habitat, Alimentação e Reprodução

Personagem famoso do desenho Bob Esponja, o siri pertence ao filo dos artrópodes. Eles são crustáceos do grupo dos Decápodes, que, como o nome diz, possuem 10 pernas.

Também fazem parte do grupo dos caranguejos, membros da família Portunidae. A grande diferença entre esses animais é a presença, nos siris, de pernas modificadas para a natação e também o fato de caminharem para o lado.

Os siris podem viver em diversos tipos de habitats e serem representados por cerca de 10 mil espécies. Confira, abaixo, mais detalhes sobre essa espécie.

Características físicas do siri

Os siris possuem uma carapaça chamada de exoesqueleto, formado por uma substância denominada quitina, a mesma que encontramos na nossa unha e no nosso cabelo. É ela que confere resistência ao corpo desses animais.

O tamanho do siri varia muito conforme a espécie, podendo ser minúsculos, com cerca de 1 centímetro, até gigantes, como o Macrocheira kaempferi, do Japão, e o Pseudocarcinus gigas, da Tasmânia. O primeiro pode medir até 4 metros de envergadura, enquanto o segunda pode pesar até 9 kg.

Ao todo, possuem 5 pares de pernas, sendo que o primeiro par é modificado em grandes pinças que ajudam na alimentação e também na competição. O último par de patas é modificado para natação: largo e achatado, como remos. No final do corpo, possuem uma cauda que fica enrolada.

Muitas espécies apresentam dimorfismo sexual, sendo possível identificar o sexo olhando na parte de baixo no tórax. Um desenho mais “comprido e pontudo” informa que é um macho, enquanto que um desenho mais largo indica ser uma fêmea.

Comportamento

Uma das características que mais diferenciam os siris dos caranguejos é seu comportamento de locomoção. Os siris caminham de lado, ao invés de para frente e para trás.

Habitat

Grande parte das espécies de siris vive no mar, ou próximo a ele, ou nos manguezais. São predominantemente abundantes nos países tropicais. No entanto, algumas espécies, com o Potamon fluviatile, vivem em rios da Europa.

Muitas espécies são parasitas e vivem associadas a outros animais. Outras espécies utilizam as conchas deixadas por moluscos ou compartilham com eles o local e a comida, como siris da família Pinnotheridae. Outro grupo, os Hapalocarcinidae, vivem associados a corais.

Os siris que utilizam conchas deixadas por moluscos são chamados de ermitões. Quando aumentam de tamanho, precisam procurar por conchas maiores para morarem.

Alimentação

São animais onívoros e alguns se alimentam também de material em decomposição. Entretanto, algumas espécies são carnívoras e outras herbívoras, também.

Reprodução

A reprodução desses animais depende da água. Os ovos ficam aderidos ao corpo da fêmea ou são depositados em algum local. O siri-azul, por exemplo, precisa carregar cerca de 2 milhões de ovos de uma vez.

Quando nascem, os filhotes possuem formato larval, bem diferente dos adultos. Essa fase é chamada de zoea, uma larva que possui o corpo transparente e se alimenta de plâncton.

Assim, os siris precisam passar pelo processo de crescimento chamado metamorfose, que consiste na troca de revestimento exterior. Apenas após a quarta troca de exoesqueleto é que o siri tem o aspecto mais parecido com o adulto.

Algumas poucas espécies já nascem com a aparência semelhante à de um adulto.

Durante o acasalamento, é comum ocorrerem rituais nos quais o macho chama a atenção da fêmea até que ela o escolha para o coito. Assim, algumas espécies podem até mudar de coloração, como é o caso do siri-azul. Ao final de seu ritual, essa espécie fica sobre a ponta das pernas e libera um feromônio para atrair a fêmea.

Curiosidades

Importância econômica

Os siris são fonte de alimento em muitas regiões, principalmente locais próximos a manguezais e à costa do mar. As espécies mais requisitadas são o Cancer pagurus, da Europa, e o Callinectes sapidus, da América do Norte. Também é muito apreciado o Cancer magister, do Oceano Pacífico.

Para consumi-los, o ideal é comprá-los frescos, de preferência ainda vivos. No entanto, pela dificuldade de conservação, muitos restaurantes compram a carne já processada.

É importante lembrar que muitas populações ribeirinhas vivem do comércio desses animais, por isso a conservação da espécie é importante não apenas para o funcionamento do ecossistema, mas também para o sustento das comunidades tradicionais.

Referências utilizadas neste conteúdo:

https://gia.org.br/portal/influencia

Bruna Manuele Campos

Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas pela USP (2016 e 2018), tem 25 anos e é apaixonada pela natureza e por explorar o mundo. Quando não está se aventurando por aí, gosta de aquietar as pernas com livros e séries.

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