Teatro grego – O que é? Onde surgiu? Principais Artistas

O termo “teatro” pode indicar a manifestação artística, em que atores interpretam determinada história ou realizam determinadas atividades; o local/edifício em que ocorrem esses espetáculos; ou a coletânea de textos produzidos por determinado autor. Ele tem origem no grego “théatron” ou “theaomai”, que significam algo próximo a “local onde se vê” ou “local para olhar”.

Confira tudo a respeito do teatro grego neste artigo que nós, do Gestão Educacional, preparamos para você!

Onde surgiu o teatro?

Não apenas o nome tem origem grega: o próprio teatro, em si, ou seja, a arte teatral, surgiu na Grécia Antiga, sendo posteriormente levado para Roma e, de lá, para o restante da Europa. No Japão, entretanto, foram desenvolvidas formas próprias de teatro, sem quaisquer influências do teatro grego inicialmente, como o Bunraku, o Jôruri etc.

Ele surgiu mais especificamente na cidade-estado de Atenas, por volta do século VI a.C. Nesta época, a Grécia não era um país só, mas uma reunião de várias cidades-estados autônomas. No período entre VII e VI a.C., a Grécia estava em momento de estabilidade e prosperidade, o que possibilitou não só o desenvolvimento artístico, mas também o surgimento de uma classe média e da própria democracia.

Acredita-se que o teatro tenha se originado a partir dos festivais destinados a Dionísio, deus da alegria, das festas, do vinho, etc. Isso fez Dionísio ser considerado, também, o deus do teatro.

O que foi o teatro grego?

Inicialmente, as peças teatrais gregas, até o período helenístico, eram dedicadas a Dionísio. Logo, porém, começaram as surgir os principais gêneros teatrais, existentes até hoje: a tragédia e a comédia.

Tragédia vem do grego “tragoidía”, que é a junção entre “tragos”, que significa “bode”, e “oide”, que significa canção ou ode, tendo possivelmente relação com os sacrifícios de animais, como o bode, realizados nos festivais dedicados a Dionísio. Acredita-se que, com o tempo, os animais passaram a ser substituídos por atores que simulavam o sacrifício. Os cantores vestiam-se de bodes e cantavam à honra de Dionísio.

As tragédias consistiam geralmente em histórias com fins trágicos e infelizes e histórias mitológicas. As personagens giravam em torno de deuses, reis, figuras lendárias etc.

Comédia, por sua vez, vem do grego “Komoidía”, que é a junção de “komos”, festim popular em homenagem a Dionísio, e “oide”, já mencionado. Massaud Moisés (2004, p. 79) menciona que “komos” também pode ser uma referência à aldeia de Kómas, possivelmente relacionado à ideia de que, pelos atores não serem bem-vindos nas cidades, precisavam andar em pequenas aldeias, fazendo suas apresentações.

A comédia tratava especialmente de temas do cotidiano, do dia a dia ateniense, sempre de maneira satírica. As personagens, portanto, diferentemente da tragédia, eram pessoas comuns, geralmente da classe média ateniense. Com isso, os clássicos consideravam a comédia um gênero inferior em relação à tragédia.

Durante as apresentações teatrais gregas, os atores frequentemente vestiam máscaras, como nas tragédias, usando máscaras de bode, e o cenário era decorado e enfeitado. O teatro, em si, era projetado de maneira a permitir uma certa acústica, para que todos no auditório conseguissem escutar os atores e a música, esta que era frequentemente tocada para acompanhar a encenação.

Apenas cidadãos gregos podiam atuar nos teatros, de maneira que as mulheres, por não poderem participar da vida pública e política, não podiam atuar, fazendo com que personagens mulheres fossem interpretadas por atores homens. Para tanto, escolhia-se especialmente os mais jovens, embora a idade não fosse problema, uma vez que as máscaras encobriam a aparência real.

Principais dramaturgos gregos

Alguns dos principais dramaturgos gregos, com exemplos de algumas de suas peças, são:

  • Sófocles (aprox. 497-405 a.C.) – Édipo Rei;
  • Ésquilo (aprox. 525-456 a.C.) – Prometeu Acorrentado;
  • Eurípides (aprox. 480-406 a.C.) – As Troianas;
  • Aristófanes (aprox. 447-385 a.C.) – As Vespas;
  • Menandro (aprox. 342-291 a.C.) – O Misantropo;
  • Íon de Quios (aprox. 490-420 a.C.) – Agamémnon;
  • Epicarmo (aprox. 550-460 a.C.) – O Camponês.

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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