Pronomes Possessivos – O que são? Quais são? Exemplos e Exercícios

O pronome é uma classe de palavra responsável por indicar as pessoas do discurso, ou seja, o indivíduo que fala, o indivíduo com quem se fala ou o indivíduo ou a coisa de que se fala.

São vários os tipos de pronome: pessoais, demonstrativos, relativos, indefinidos e interrogativos.

Neste artigo, tratamentos especificamente dos pronomes possessivos.

O que são pronomes possessivos?

Pronomes possessivos

Assim como os pronomes pessoais, os pronomes possessivos também fazem menção às pessoas do discurso, mas de uma maneira diferente: eles apresentam as pessoas do discurso como possuidoras de alguma coisa.

Sentenças com pronomes possessivos estabelecem, portanto, uma relação entre aquele que possuí e a coisa possuída por ele.

Por exemplo, o pronome possessivo “meu” foi empregado no título do livro infanto-juvenil “Meu pé de laranja lima”, publicado em 1968 por José Mauro de Vasconcelos. No enredo da obra, Zezé e seus irmãos escolhem cada um uma árvore para plantar no quintal da casa nova em que foram morar. Sobrou a Zezé um pé de laranja lima, que ele passa a chamar de seu. O título, portanto, faz referência a essa posse da árvore por parte de Zezé.

Quais são os pronomes possessivos?

Confira, abaixo, uma tabela com os pronomes possessivos da língua portuguesa.

Pronomes possessivos

Posição dos pronomes possessivos na sentença

Por regra, os pronomes possessivos devem sempre anteceder os substantivos, ou seja, vir antes deles, como em:

  • “É porque queres, áspero e tirano,

Tuas aras banhar em sangue humano” (CAMÕES, L. de., 2012, p. 100).

Entretanto, é comum, especialmente em poesias, por envolverem rima e ritmo, os pronomes possesivos virem depois do substantivo, como em:

  • “—Fermosa filha minha, não temais

Perigo algum nos vossos Lusitanos[…]” (CAMÕES, L. de., 2012, p.55)

Concordância dos pronomes possessivos

Os pronomes possessivos devem concordar em gênero e em número com a coisa possuída e em pessoa com o possuidor.

  • Por exemplo: As minhas meias furaram.

Nesse exemplo, o substantivo “meias”, por ser feminino e estar no plural, exigiu que o possessivo tivesse a forma de “minhas”, no feminino e no plural, concordando em gênero e número com o objeto.

Além disso, por se tratar de uma sentença na primeira pessoa do singular, por mais que o sujeito esteja oculto, o possessivo utilizado foi “minha” e não outros, como “nossa” ou “suas”.

Exemplos com pronomes possessivos

“Nem deixarão meus versos esquecidos

Aqueles que nos Reinos lá da Aurora

Se fizeram por armas tão subidos,

Vossa Bandeira sempre vencedora” (CAMÕES, L. de., 2012, p.21).

 

“Qual em cabelo: — Ó doce e amado esposo,

Sem quem não quis Amor que viver possa,

Por que is aventurar ao mar iroso

Essa vida que é minha e não vossa?

Como, por um caminho duvidoso,

Vos esquece a afeição tão doce nossa?

Nosso amor, nosso vão contentamento,

Quereis que com as velas leve o vento?” (CAMÕES, L. de., 2012, p. 127).

Exercícios

1. Sublinhe os pronomes possessivos nos trechos abaixo.

a) “— É a tua pena, alma curiosa de perfeição; a tua pena é oscilar por toda a eternidade entre dois astros incompletos, ao som desta velha sonata do absoluto: lá, lá, lá…” (ASSIS, M. de., 2011, p. 292).

b) “[…] — Que perdemos com isso? Nada, ou ela nos põe na rua, e já podemos esperá-lo, ou aceita um de nós, e tanto melhor para o outro que verá o seu amigo feliz. [..] E dizia-me: — Escuta, nem divinizar o dinheiro, nem também bani-lo; não vamos crer que ele dá tudo, mas reconheçamos que dá alguma coisa e até muita cousa, — este relógio, por exemplo. Combatamos pela nossa Quintília, minha ou tua, mas provavelmente minha, porque sou mais bonito que tu” (ASSIS, M. de., 2011, p. 303).

RESPOSTAS

a) “— É a tua pena, alma curiosa de perfeição; a tua pena é oscilar por toda a eternidade entre dois astros incompletos, ao som desta velha sonata do absoluto: lá, lá, lá…” (ASSIS, M. de., 2011, p. 292).

b) “[…] — Que perdemos com isso? Nada, ou ela nos põe na rua, e já podemos esperá-lo, ou aceita um de nós, e tanto melhor para o outro que verá o seu amigo feliz. [..] E dizia-me: — Escuta, nem divinizar o dinheiro, nem também bani-lo; não vamos crer que ele dá tudo, mas reconheçamos que dá alguma coisa e até muita cousa, — este relógio, por exemplo. Combatamos pela nossa Quintília, minha ou tua, mas provavelmente minha, porque sou mais bonito que tu” (ASSIS, M. de., 2011, p. 303).

Alexandre Garcia Peres

Alexandre Garcia Peres, formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), gosta de arte, literatura, língua portuguesa, poesia e do seu gato.

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