Presidentes do Brasil – Quais foram? Lista completa dos eleitos

Desde a proclamação da República, em 1889, o Brasil já teve 37 presidentes. Recentemente, o país elegeu o 38º. Confira quem são essas figuras e como foram seus mandatos.

presidentes do Brasil

1. Deodoro da Fonseca (1889-1891)

Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente da República. Após o fim do Império, esse alagoano foi escolhido pelos revolucionários, sem a realização de eleições livres. O marechal chefiou o governo provisório, que foi responsável por organizar a República e suas leis. Esse é um governo marcado por muita instabilidade política.

2. Floriano Peixoto (1891-1894)

Quem sucedeu Deodoro foi o também alagoano Floriano Peixoto, novamente sem eleições diretas. Ele governou com mãos de ferro e ajudou a consolidar e a estabilizar a República. Uma de suas ações foi a reabertura do Congresso, que havia sido fechado por Deodoro da Fonseca.

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3. Prudente de Morais (1894-1898)

O paulista Prudente de Morais foi o primeiro presidente civil do Brasil. Eleito pelo povo, buscou diminuir o poder e a influência do Exército no governo e também reduzir as soluções bélicas, almejando mais diálogo e conciliação.

4. Campos Sales (1898-1902)

Campos Sales também era paulista e ajudou a implantar a política do café com leite, que passaria o poder do governo brasileiro às elites paulistas e mineiras. Em meio a uma grave crise econômica, Campos Sales foi o primeiro presidente a viajar ao exterior, negociando a dívida externa brasileira com os bancos ingleses.

5. Rodrigues Alves (1902-1906)

Com um país mais estável economicamente, o paulista Rodrigues Alves conseguiu desenvolver algumas obras para o crescimento da capital Rio de Janeiro e enfrentou poucas revoltas. Foi em seu mandato que o estado do Acre tornou-se parte do território brasileiro.

6. Afonso Pena (1906-1909)

Paulista de Santa Bárbara D’Oeste, Afonso Pena não concluiu o seu mandato, pois morreu em 14 de junho de 1909. Foi grande incentivador das ferrovias para interligar o país, o que permitiu uma grande melhoria no transporte brasileiro. Com o lema “governar é povoar”, incentivou a imigração e o povoamento nos quatro cantos do país.

7. Nilo Peçanha (1909-1910)

O carioca Nilo Peçanha ficou pouco mais de um ano à frente da Presidência da República, pouco marcando a administração pública brasileira. Ele inaugurou o ensino técnico no país e o Serviço de Proteção aos Índios (antecessor da Funai).

8. Hermes da Fonseca (1910-1914)

O gaúcho Hermes da Fonseca era sobrinho de Deodoro e alcançou o poder apoiado pelos mineiros e por Nilo Peçanha. Seu governo foi marcado por vários conflitos, como a Revolta da Chibata e a Guerra do Contestado.

9. Venceslau Brás (1914-1918)

O mineiro Venceslau Brás chegou ao poder sendo fruto de um acordo entre paulistas e mineiros para a sucessão de Hermes da Fonseca. Seu governo ocorreu em meio à Primeira Guerra Mundial, o que gerou a escassez de diversos produtos. Isso fez com que Venceslau incentivasse a criação do parque industrial nacional.

10. Delfim Moreira (1918-1919)

Rodrigues Alves ganhou as eleições e seria o presidente novamente, mas acabou morrendo antes de assumir. Com isso, Delfim Moreira assumiu temporariamente, até a realização de novas eleições. Ainda assim, ele atuou na reforma de alguns itens do Código Civil.

11. Epitácio Pessoa (1919-1922)

Uma marca do pernambucano Epitácio Pessoa foi a prioridade ao Nordeste, no sentido de buscar um desenvolvimento mais consolidado para a região. Uma curiosidade é que ele foi eleito enquanto estava na França, participando das negociações do Tratado de Versalhes, o qual finalizou a Primeira Guerra Mundial. Esse é um caso único na história do país.

12. Artur Bernardes (1922-1926)

Artur Bernardes sofreu com muita instabilidade interna e diversos conflitos, como uma guerra civil ocorrida no Rio Grande do Sul. No governo desse mineiro de Viçosa, o Brasil saiu da Liga das Nações (que antecedeu a ONU).

13. Washington Luís (1926-1930)

O carioca Washington Luís foi o último presidente da chamada República Velha, período que se estendeu da proclamação da República até a Revolução de 1930 – que, inclusive, o depôs. Em meio à crise política e econômica, incentivou a construção de rodovias e buscou reformar a economia nacional.

14. Getúlio Vargas (1930-1945)

Júlio Prestes chegou a ser eleito presidente, mas, devido à revolução, não tomou posse. Em seu lugar assumiu o gaúcho Getúlio Vargas, líder dos revoltosos, o qual ficou mais tempo no poder, em toda a história brasileira. Seu governo foi mais centralizado e com maior atenção à classe trabalhadora. No entanto, em 1937, deu um golpe, criando o Estado Novo, em que os poderes foram concentrados nele, além de instaurar a censura, em um governo ditatorial. No entanto, acabou caindo, em 1945.

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15. José Linhares (1945-1946)

Com a queda de Vargas, assumiu José Linhares, então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele ficou por apenas três meses, até a eleição de Eurico Gaspar Dutra.

16. Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)

O mato-grossense, Eurico Gaspar Dutra, recebeu o apoio de Vargas para ser eleito, na primeira eleição para presidente, em muitos anos. Ele buscou desenvolver as infraestruturas essenciais que o país necessitava para o seu desenvolvimento, no princípio de uma época de ouro do Brasil.

17. Getúlio Vargas (1951-1954)

Getúlio Vargas voltou aos braços do povo, prometendo investir na industrialização e ampliar a legislação trabalhista. Mas, mesmo tendo ganho democraticamente, sofreu pressão o tempo todo para sair do cargo. Diante de uma grave crise, tendo até mesmo os militares contra ele, Vargas se suicidou, para entrar para a história, como diz a carta encontrada junto ao seu leito de morte.

18. Café Filho (1954-1955)

O então vice-presidente, Café Filho, assumiu o posto de Vargas, até a ocorrência de novas eleições. Doente, não ficou muito tempo e acabou sendo afastado.

19. Carlos Luz (1955)

Seu mandato durou apenas três dias, um recorde na política brasileira. Devido às suspeitas de que ele não queria entregar o cargo para o eleito Juscelino Kubitschek, Carlos Luz acabou sendo forçado a sair do posto.

20. Nereu Ramos (1955-1956)

Nereu Ramos durou menos de 3 meses na Presidência, guardando a cadeira para Kubitschek. O país ainda vivia o caos, após o suicídio de Vargas.

21. Juscelino Kubitschek (1956-1961)

Com o slogan “50 anos em 5”, o mineiro Juscelino Kubitschek lançou um programa de metas audacioso, para fazer a economia brasileira crescer. Em seu mandato, foi construída a cidade de Brasília e ocorreu um grande incentivo à indústria automobilística e à construção de estradas. No entanto, seus investimentos levaram o país a contrair muitas dívidas.

22. Jânio Quadros (1961)

O sul-mato-grossense, Jânio Quadros, herdou um país em grave crise econômica. Com uma política externa independente, ele buscou a neutralidade na Guerra Fria, para negociar com capitalistas e socialistas. Sem apoio político, Jânio Quadros renunciou, após sete meses no poder, em uma atrapalhada tentativa de autogolpe.

23. Ranieri Mazzilli (1961)

Ranieri Mazzilli assumiu a presidência por 13 dias, entre a renúncia de Quadros e o retorno do vice-presidente João Goulart, que estava no exterior.

24. João Goulart (1961-1964)

Foi durante o governo de João Goulart que os conflitos de classes se exacerbaram e as tentativas de tomada de poder resultaram em uma conspiração que derrubou o presidente eleito e instaurou, em 1964, uma ditadura militar, até 1985. Acusado de tentar implantar um regime comunista no Brasil, o presidente gaúcho buscou realizar várias reformas, para privilegiar os menos favorecidos, ao mesmo tempo em que enfrentava uma grave crise econômica. No entanto, membros da elite brasileira aliaram-se à classe média e aos militares e derrubaram “Jango”.

25. Ranieri Mazzilli (1964)

Mazzilli reassumiu a presidência, novamente por 13 dias, enquanto os militares escolhiam quem iria governar o país no novo regime.

26. Humberto Castelo Branco (1964-1967)

presidentes do Brasil Regime Militar

O governo de Castelo Branco foi o primeiro presidente-general da ditadura militar. A Constituição foi modificada, o Congresso Nacional fechado e a imprensa censurada. Quase todos os partidos políticos foram abolidos e as eleições para presidente foram extintas.

27. Artur da Costa e Silva (1967-1969)

 

No governo de Costa e Silva, aumentava, consideravelmente, a repressão aos opositores. Com uma administração mais centralizadora, esse gaúcho restringiu ainda mais a democracia e intensificou a perseguição política, suprimindo diversos direitos a quem ameaçasse seu governo. Costa e Silva precisou abandonar o posto, após um derrame cerebral. Até a escolha de um novo general para comandar o país, o posto ficou a cargo de uma junta militar, composta por Aurélio de Lira Tavares, Augusto Rademaker e Márcio de Sousa Melo, que ficou dois meses no poder.

28. Emílio Garrastazu Médici (1969-1974)

O governo do gaúcho Emílio Garrastazu Médici ficou conhecido de duas formas: no âmbito econômico, ocorreu o que se conhece como “milagre brasileiro”, em que a economia cresceu e as condições de vida de uma camada da população melhoraram, embora com um custo muito grande na década seguinte; já no lado político, sua marca foi a da repressão e tortura, em um período em que aumentaram as mortes e o desaparecimento de centenas de pessoas.

29. Ernesto Geisel (1974-1979)

Em mais um governo gaúcho, Ernesto Geisel não pertencia à chamada “linha-dura”. Impôs o que chamou de abertura política, “lenta, gradual e segura”. Porém, a repressão prosseguiu em sua administração, com casos que geraram muito escândalo e repercussão.

30. João Figueiredo (1979-1985)

O carioca João Figueiredo foi o último presidente do período da ditadura militar, em que ocorreu uma abertura maior dos direitos, com a existência de mais de dois partidos, além das eleições a de outros cargos, menos ao de presidente.

31. José Sarney (1985-1990)

O mineiro Tancredo Neves fez oposição a João Figueiredo e venceu as eleições indiretas, de 1985. Porém, ele adoeceu subitamente e morreu, sem tomar posse. Em seu lugar, assumiu o vice José Sarney. Durante o governo desse maranhense, foi elaborada a Constituição atual (de 1988), além do retorno às eleições livres para presidente. Se no campo político foram períodos de abertura e esperança, na economia, o Brasil viveu anos de muita inflação, trocas de moeda e extrema pobreza.

32. Fernando Collor de Mello (1990-1992)

Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente da Nova República, eleito democraticamente pela população. No entanto, seu mandato registrou políticas econômicas controversas, como o confisco da poupança, que não destravou a economia, nem evitou o descontrole inflacionário. Envolto em escândalos de corrupção, acabou sofrendo um processo de impeachment, em 1992.

33. Itamar Franco (1992-1995)

O vice-presidente Itamar Franco assumiu a presidência no lugar de Fernando Collor de Mello. Seu governo foi marcado por maior estabilidade política e também pelos princípios que iam embasar um restauro da economia brasileira, em especial com o Plano Real, que controlou a inflação.

34. Fernando Henrique Cardoso (1995-2003)

O carioca Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente a permanecer no cargo por dois mandatos seguidos, após incluir a reeleição na Constituição, durante o seu primeiro mandato. Ele deu prosseguimento ao Plano Real e realizou muitas privatizações de empresas e bens estatais. A economia estabilizou-se até o final da década, quando o país foi assolado por novas crises.

35. Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011)

O pernambucano, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um governo voltado para o social, com iniciativas para acabar com a fome, tirar as famílias da pobreza e fazer com que elas ascendessem socialmente. A economia cresceu ainda mais, empurrada por fortes investimentos estatais em infraestrutura e educação, além de contar com o bom cenário econômico internacional. Seu governo também foi marcado por muitas denúncias de corrupção, em praticamente todas as esferas de governo.

36. Dilma Rousseff (2011-2016)

Primeira mulher a se tornar presidente do Brasil, a mineira, Dilma Rousseff, foi eleita duas vezes, mas não conseguiu completar o segundo mandato. Dilma prosseguiu com as políticas sociais de Lula, mas enfrentou forte retração na economia mundial, sendo que suas decisões para enfrentar o problema foram muito criticadas. Mesmo após ter sido reeleita, sua popularidade passou a cair, também graças às seguidas denúncias de corrupção em seu governo. Vítima de um controverso processo de impeachment, foi afastada em 2016.

37. Michel Temer (2016-2018)

Vice-presidente de Dilma Rousseff, o paulista Michel Temer assumiu no lugar da ex-presidente. Seu governo prosseguiu marcado por inúmeras denúncias de corrupção e por sérias dificuldades para alavancar a economia e gerar empregos.

38. Jair Bolsonaro (2019-)

No dia 28 de outubro de 2018, foi eleito o 38º presidente da República, o capitão da reserva, Jair Bolsonaro. Apoiado por empresários e por diversos setores das Forças Armadas, o paulista de Glicério ganhou a eleição com um forte discurso contra a corrupção e a favor da população se armar para combater o crime.


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